O fator Marcelinho




Eu escrevi e reescrevi esse texto "n" vezes, por isso que só o postei hoje. Como todos já estão carecas de saber, perdemos o quinto e decisivo jogo para o São José e ficamos de fora da final da NBB mais uma vez. E, na hora da raiva, falei que tínhamos que mandar Marcelinho embora porque o ciclo dele havia encerrado e que ele prejudicava mais do que ajudava. Aliás, durante o jogo, recebi várias mensagens de pessoas que também reclamavam de Marcelinho e falavam que ele tinha que sair, que não dava mais para ele continuar e tal...

Hoje, passados alguns dias e de cabeça mais fria, eu pensei e repensei e tirei a conclusão de que, para esse time atual, Marcelinho é essencial e imprescindível sim. Não temos outro matador, outro pontuador nato como ele. David Jackson até andou chamando a responsa em alguns jogos, mas não tem jeito : na hora em que a corda aperta, a bola vai sempre para Marcelinho. Com isso, o time do Flamengo se torna previsível demais pois todos sabem o que vai acontecer.

O Brasília, por exemplo, tem três caras que chamam o jogo pra si : Alex, Nezinho e Guilherme. O Uberlândia também : Collum,Valtinho e Robert Day. Pinheiros tem Marquinhos, Shamell e Figueroa. E nós temos apenas o Marcelinho. Jogadores como David Jackson, Kammericks e Caio Torres pontuam bem e, inclusive, em alguns jogos, chegaram a ser o cestinha da equipe. Mas, eu estou falando em termos de bater no peito e chamar o jogo pra si. E, nesse caso, só o Marcelinho mesmo.

Talvez Marcelinho devesse ter a função que tem na seleção brasileira : a função de entrar no time pra decidir. Como alguém disse uma vez, não lembro quem, ele deveria ser o atirador de elite. Sem ter o peso de ter que ser, SEMPRE, o jogador decisivo. Sem ter o peso de sempre ter que conseguir a vitória pro time.

Acho que o talento de Marcelinho é indiscutível. É um dos melhores jogadores de basquete brasileiro de todos os tempos. Durante anos, foi a estrela solitária do nosso basquete e, por conta disso, foram atribuídos a ele os longos anos de fracasso do basquete brasileiro. Mas, a gente sabe que os melhores são os mais cobrados porque são os mais visados, são aqueles em quem a galera deposita mais confiança, então, sobrou pra Marcelinho mesmo.

Para a próxima temporada, mudanças acontecerão. Gonzalo já está de saída e o nome de José Neto, treinador do Joinville, está sendo especulado. Provavelmente, David Jackson e Kammerichs também não fiquem, logo Arnaldo Szpiro tem que mandar bem nas contratações para trazer jogadores que, pelo menos, mantenham o nível desses dois que sairão. Um jogador que divida a responsabilidade com Marcelinho também é necessário, além de armadores titular e reserva. Jogadores como Hélio, Duda, Fredinho e Wágner já deram o que tinha que der, mas um ou outro ainda deve permanecer. A situação de Teichmann deve ser vista com carinho. Ele fez uma temporada passada muito boa, mas nessa, teve problemas com um tumor e ficou boa parte fora do campeonato e não voltou muito bem.

Enfim, uma mudança drástica é necessária para que o basquete rubro-negro volte a figurar no topo da classificação tanto no campeonato nacional quanto nos campeonatos internacionais que disputamos.

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