O meu direito de reclamar!





Final de semana sem o Mengão é uma porcaria. Acho um saco. Ainda mais com um montão de torcida gritando CAMPEÂO, com borboletas no estomago.... Estou com saudades disso. Mas aconteceu uma coisa nesse fim de semana que me deixou chateadissima, então dividirei com vocês. Até porque muitos de identificarão.

Muitas vezes na vida, a gente cansa. A gente cuida, ouve, defende, toma cuidado, orienta mas a pessoa age de uma forma que vai fazê-la sofrer masi tarde. Você perde tempo e horas falando, orientando e simplesmente na hora de agir, a pessoa faz o que não tem que fazer e chora. E pede ajuda. Acontece a primeira, a segunda, a terceira.

Depois de um tempo, geralmente a pessoa fala: dessa vez é diferente, eu mudei, a vida me fez aprender. Você, por amor, meio que acredita e acolhe a pessoa. Você ainda a consolará, dará o seu amor e seu carinho, perderá seu tempo dando conselhos que serão inúteis mas achará que tem solução, simplesmente porque ama a pessoa. E assim vai levando a vida.

Pois é, nesse fim de semana aconteceu uma coisa que me deixou chateadissima: uma das pessoas que eu mais amo na vida me decepcionou. Perdi meu tempo mostrando o caminho certo, passei horas falando o que podia e não podia fazer e quando eu virei as costas, ela foi lá e fez uma coisa que vai fazer mal à ela. Depois, ela vai vir pedir ajuda e reclamará da sorte, de que ninguém está nem aí para ela. Porém, a questão que fica é: o quanto esse pedido de ajuda vale, depois de ser feito tantas vezes sem nenhuma resposta efetiva?

É claro que não estou ficando louca, nem escrevendo no espaço errado. Esse é um texto sobre o Flamengo e seu momento atual. Assim como a pessoa ilustrada no exemplo, já ajudei o Flamengo em diversas situações: comprei pulserinha com camisa do ct, já comprei camisa do FlaBasquete, já paguei R$ 252,00 num papel com um número e um símbolo do Flamengo. E, em todas elas, achei que o Flamengo teria solução. Fui levando a vida, sem fazer grandes reclamações, nem grandes exigências... Ajudei porque eu quis, ajudei porque eu amo, ajudei porque eu quero bem. Exatamente como no caso da pessoa acima.

Reclamar ou não, é um direito que me assiste. A reclamação é minha e ninguém, nem mesmo o Flamengo atual que anda fazendo um trabalho para se bater palmas, tem nada a ver com isso.



Nao vou ficar só reclamando, vou fazer alguma coisa, além de fazer parte de uma torcida com mais de 40 milhões de pessoas. Aliás, número esse responsável pela bolada de dinheiro que empresas como Rede Globo, adidas e outras tantas pagam ao Flamengo. Ou a prepotência é tanta que acham que os milhões que são pagos graças aos sócios de um clube da Zona Sul do Rio de Janeiro? Ou a um pouco mais 20 mil sócios torcedores que, teoricamente, enfim, deixa pra lá!

Vou ajudar o Flamengo, como fiz outras tantas vezes. Mas na hora que eu quiser, como eu quiser, aonde eu quiser. Talvez quando mudarem esse discurso idiota de assistencialismo que tanto a gente sacaneia em outros times. Talvez quando a Nação deixar de ser segregada.  Talvez quando o meu direito de reclamar, que deveria ser "sagrado", voltar a ser meu. Apenas meu.

PS: O tweet acima foi apagado. Quase que me senti na Era Patricia novamente. Ainda bem que acordei a tempo.



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