Pós-Jogo: O preço de uma escolha que não combina com o Flamengo







Sabia que essa mania de apequenar o Flamengo, falando sempre em rebaixamento e de time ruim iria ter alguma consequência em campo. Estava demorando para que se abraçasse como lema e, finalmente, chegou o dia. Com pensamento de time pequeno e atuação de time minúsculo, o Flamengo levou uma bordoada em Curitiba que mostrou o quanto alguns jogadores que estão no elenco precisam aprender o que é jogar no Flamengo, mesmo num time que não é considerado o titular.

A forma como o Flamengo entrou em campo já demonstrava que não seria uma noite feliz. Sem deixar o otimismo de lado e nem deixar o pessimismo dominar, não dava mesmo para esperar grandes coisas de um time que não joga junto, é colocado em campo com um esquema meio confuso, com jogadores fora de ritmo e olhando para o jogo acabar sem o placar se movimentar.

O primeiro tempo, que me despertou sono, foi com o Mugni tentando desempenhar o papel de armador para um Eduardo da Silva que não tinha o Nixon para jogar. Cobrindo até lateral, Nixon pode até ter corrido pelo campo, mas a eficiência foi igual a do Luiz Antonio, Marcio Araujo e do Amaral, que levaram um baile do meio de campo do Coritiba. Aliás, que baile! Na defesa, Chicão tentava por ordem na casa que tinha um Marcelo querendo que o jogo acabasse e Samir totalmente sem ritmo. Com isso, bola em direção do gol só depois dos trinta minutos. Numa "blitz" na nossa defesa, teve bola na trave num chute do Zé Love, defesa de Paulo Victor e a mulambada agradecendo não ter tomado um golzinho naquele final.

O Flamengo voltou o segundo tempo sem Nixon e com Gabriel no time. Nunca o seis por meia dúzia foi tão adequado num jogo do Flamengo. Com Gabriel mantendo o nível de atuação o Nixon, Luiz Antonio levando baile do Zé Love, Amaral sempre atrasado nas bolas e o sistema defensivo com Samir, Chicão e Marcelo começando a dar tilt, não demorou para que, numa bola de escanteio, o Coritiba fizesse o seu primeiro gol. Numa jogada que lembrou o gol do Rondinelli contra o Vasco, nenhum dos três zagueiros acompanhou o zagueiro vara pau dos caras e levamos o gol num momento que o Luxa tinha acabado de mexer no time para ganhar o jogo. Paulinho e Canteros entraram no jogo para nada mesmo. Se a intenção do Luxa era usar a velocidade do Paulinho e a qualidade do Canteros para achar a bola do jogo num contra-ataque, o Flamengo parou na defesa bem postada do novo técnico Marquinhos do Santos. Tão bem postada que conseguiu um contra-ataque pela esquerda do ataque e num cruzamento na área para o Zé Love, Luiz Antonio, que deve estar sonhando com o ruivo até agora, fez o gol contra que paralisou o time do Flamengo. Aliás, esse gol contra não era para existir se o juiz tivesse expulsado o Luiz Antonio por uma falta minutos antes, no mesmo Zé Love.

Com o time paralisado e sem conseguir atacar, mesmo com o Paulinho com aquela gola da camisa levantada, faltava o gol do cara que não se cansou em campo. Atuante e querendo jogo, Zé Love, o ruivo do Coritiba, jogou demais. Jogou tanto que faltava mesmo o gol dele. Para facilitar o caminho, Marcelo, que era um dos que rezavam para que o jogo acabasse logo, fez um penalti imbecil que acabou sendo convertido pelo nome do jogo. Pronto, placar decretado, o Flamengo pagou o preço por jogar como a sua história não permite e perdeu de 3x0. Flamengo pagou o preço pelo pensamento pequeno. Você pode chamar de chocolate, de vergonhoso ou de bizarrice. Foi tudo isso aí. Não me venha falar que perder de 3x0 é normal. Não é e nunca será. Larga essa vibe de conformismo!

O placar não é impossível de ser revertido mas será que o Flamengo quer revertê-lo? A julgar pelas declarações do Luxemburgo, que embarcou nesse objetivo único de não rebaixar o clube, a Copa do Brasil já foi para o espaço. Continuo achando pouco esse objetivo para o Flamengo, com qualquer elenco que seja, em qualquer momento que seja. Deve ser sinal dos novos tempos, tempos esses que vou demorar para me acostumar. Tempos em que o Flamengo entra em campo sendo time pequeno, com a intenção de perder de pouco. Tempos que valoriza-se demais o que é ruim e detrimento do que é bom.

Nosso próximo desafio é contra o Vitória pelo Brasileirão. Time que está lá embaixo na tabela e depois da bordoada que levou, é bom o Flamengo tem que abrir o olho. Futebol é energia e a energia de um chocolate dessa não pode ser dispensada. Infelizmente.

Vou deixar para depois o jogo da volta contra o Coritiba. Tô sentindo que vai ser épico e está com jeitinho de penaltis.

Saudações!

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