Entrevista com a Patricia Amorim


Entrevista da Patricia Amorim a revista Marie Clarie

"Casei com o Flamengo e não me culpo por isso"

Aos 5 anos, ela cruzou a Baía de Guanabara a nado. Aos 21, tornou-se a nadadora de maior prestígio do Brasil, com 29 recordes sul-americanos. Hoje, Patrícia Amorim exerce seu terceiro mandato como vereadora e é a primeira mulher a assumir a presidência do time de futebol com a maior torcida do país. Para entender como ela conseguiu tudo isso sem descuidar dos quatro filhos, do marido e das 800 crianças carentes que ensina a nadar, Marie Claire passou três dias com essa intrépida carioca

Por Marina Caruso

Existem duas Patrícias. Uma acorda todos os dias às 7h, caminha com a mãe, a professora Tânia Amorim, no condomínio onde mora, na Barra na Tijuca, e, depois, toma café da manhã com os filhos Vitor, de 13 anos, Ricardo e Daniel, de 8, e Leonardo, de 3. Ela é doce e divertida. Seca o cabelo enquanto o caçula corre pela casa, fazendo graça com o bumbum de fora, e palpita na camisa do marido, o economista Fernando Sihman. A outra Patrícia não tem família, nem marido. Casou-se com o Clube de Regatas do Flamengo, instituição do futebol com a maior torcida do País. Foi lá que, aos 8 anos de idade, ela conquistou seu primeiro campeonato brasileiro de natação e, mais de três décadas depois, um feito inédito: ser a primeira mulher a assumir a presidência do clube, em 114 anos. Essa Patrícia, 41 anos, não se importa com a antipatia de um setor extremamente machista e não tem medo de encarar estrelas do gramado como o imperador Adriano. Seu livro de cabeceira é Audácia da esperança, best-seller escrito por Barack Obama antes de assumir a presidência dos EUA. "Ele é o cara. Não o Lula", diz, antes de discorrer sobre a clássica diferença entre "dar o peixe" e "ensinar a pescar", uma máxima do PSDB, partido pelo qual se elegeu vereadora nas últimas eleições municipais do Rio de Janeiro. "A vitória é inebriante, vicia. Por isso é preciso saber a hora de parar", afirma.

É aí que entra em cena uma terceira Patrícia, um híbrido das duas anteriores, que já chorou de culpa por não estar presente no aniversário dos filhos, que sonha com o dia em que fará uma viagem romântica com o marido e que, com seu sorriso, é capaz de seduzir do juiz ao gandula. A seguir, o melhor de todas elas.

Marie Claire Você tinha só 5 anos quando nadou 1.800 metros da Baía de Guanabara. De quem foi a ideia? 

Patrícia Amorim Eu já nadava fazia dois anos, porque minha irmã Paula, que é três mais velha, sofria de asma e foi para a piscina por recomendações médicas. Acabei indo junto para facilitar a vida da minha mãe. Foi ela que nos inscreveu nessa travessia. Eu era a mais nova do grupo. Não deixaria meus filhos participarem de uma coisa dessas. Mas minha mãe diz que era seguro porque tinha um médico acompanhando num barquinho... 

MC Que lembranças você tem desse período da infância? 

PA Morava com meus pais em Botafogo e nadava ali perto de casa. Nas minhas primeiras aulas, ia até o fundão da piscina, batia o pé e voltava. Era uma delícia. Quando fiz 6 anos, nos mudamos para a Selva de Pedra [conjunto habitacional de classe média], em frente ao clube do Flamengo, na Gávea. Meu pai [o aposentado Renato Amorim, 72 anos] trabalhava com revelação de fotos e abriu uma lojinha dentro do clube. Só que ele era Fluminense roxo. Foi assim até eu ser eleita, sabia? Lá em casa, só as mulheres eram flamenguistas. 

MC Em 1984, depois de treinar duro para ir às Olimpíadas de Los Angeles, você teve sua participação vetada pelo Comitê Olímpico Brasileiro por falta de verba. Dessa revolta nasceu sua veia política? 

PA O Brasil ainda sofria os resquícios do regime militar e o presidente do COB era um major autoritário, com verbas limitadas e nenhum critério técnico. Eu nadava muito bem porque, como não havia antidopping, e as alemãs levavam todas, me preparava competindo contra os homens, treinava pesado. Fui classificada com grande vantagem, mas, para minha surpresa, por falta de verba, as nadadoras foram cortadas. Só os homens foram competir. Foi muito, muito doloroso. 

MC Nessa hora, você chegou a desejar ser homem? 

PA Claro! Principalmente quando soube que o veterinário e o treinador do cavalo do hipismo tinham ido às Olimpíadas! As mulheres dos dirigentes também. Mas as atletas não. Me revoltei e decidi estudar política esportiva. 

MC Mas você só tinha 15 anos. Não é muito cedo para fazer política? 

PA Sempre fui à frente do meu tempo. Pulei um ano na escola. Me alfabetizei com 5 anos e fiz vestibular aos 16. Passei direto para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Educação Física. Os atletas precisam de uma formação, de uma carreira. Uma hora, as vitórias e a juventude acabam. 

MC Esse é seu terceiro mandato como vereadora. De onde veio a ideia de se candidatar? 

PA Em 2000, eu era a representante do esporte olímpico do Flamengo. Queríamos lançar um candidato que lutasse por uma política esportiva mais eficaz na Câmara, e essa pessoa era a Georgette Vidor [coordenadora técnica da Seleção Brasileira Feminina de Ginástica Artística]. Mas como as eleições para vereador sempre caem em ano olímpico, ela, que treinava as atletas do clube, não poderia concorrer. Começaram, então, a aparecer uns candidatos esquisitos, líderes de torcida, empresários que não sabiam nada sobre o clube. E eu disse: "Quer saber? Se qualquer um pode, eu também posso". Aí o Fernando, meu marido, que era do mercado financeiro, resolveu me ajudar na campanha. Menina, ele virou um trator! O bicho gosta de uma campanha, viu? Arrecada, organiza, une, faz placa, tudo. 

Fernando [na sala, dando opinião] Larguei meu trabalho pra ficar com ela. A gente se completa de um jeito muito legal. Se era pra fazer campanha, tinha que ser do melhor jeito, o meu [risos]. 

MC Como vocês se conheceram? 

PA Foi quando ele jogava vôlei. Nos vimos pela primeira vez em 1993, numa competição em Israel. Ele me desafiou e achei aquilo interessante. Como ele é economista de formação, me perguntou: "E aí, moça? O que você faz com o seu dinheiro?" Achei engraçado e disse: "Por não ter muito, eu gasto". Fiquei com aquilo na cabeça. Um ano e quatro meses depois, nos casamos. 

MC Como é trabalhar com o marido, cuidar de quatro filhos, de três escolas de natação e atuar como vereadora? Dá para namorar? 

PA Pois é... é que esse marido é fantástico. Não existe em lugar nenhum um igual. Ele me defende, me apoia, me acolhe. Mas eu também me casei com o Flamengo e não me culpo por isso. Sei que nossa relação de marido e mulher ficou até para segundo plano. Mas ele vibra junto comigo. A afinidade é tanta que ele fala o que eu estou pensando, antes de mim. É impressionante. Somos opostos complementares. Ele é impulsivo, exigente, autoritário. Eu não, sou permissiva, tenho uma superpaciência, engulo sapo, tenho a maior dificuldade em ser dura, sabe? 

MC E como você pretende lidar com jogadores estrelas, tipo o Adriano? 

PA Aí a coisa muda de figura. Fui atleta e sei como é isso. É olho no olho. "Treinou, tá dentro. Não treinou, tá fora." 

MC Houve algum momento em que você não bateu sua própria meta? Qual é sua frustração como atleta? 

PA Minha maior realização foi chegar às Olimpíadas, e minha maior frustração foi voltar de lá. Perdi a referência do que eu queria. Treinei a vida inteira para ir para lá. E aquilo não fazia mais sentido pra mim, não tinha mais graça. Tem gente que vai duas ou três vezes, mas não era o que eu queria. Voltei para cá, me formei na faculdade, abri minha primeira escola de natação no Alto Leblon [atualmente, além dessa escola, Patrícia administra duas outras unidades, na Barra] e decidi que eu ia trabalhar para valer. Queria passar minha experiência a outras pessoas. Queria militar. Não tinha mais graça ficar só de um lado para o outro da piscina. 

MC Como foi o dia da vitória no Flamengo? Ficou nervosa? 

PA A apuração dos votos é feita ali, na sede do clube. À medida que as urnas iam sendo abertas, a aflição aumentava. Eram seis candidatos e eu, a única mulher [além de Patrícia, a única mulher a presidir um grande time de futebol na história do País foi Marlene Matheus, viúva do lendário Vicente Matheus, que chefiava o Corinthians]. Uma hora, vi um monte de jornalistas se aproximando e perguntei se eles achavam que eu ia ganhar mesmo. "Parece que sim, viu", disseram. De repente, vi uma multidão de microfones e câmeras vindo em cima de mim. Fiquei tão sufocada que virei pro Vitor, meu filho, e disse: "Vamos fugir pra piscina?" Pulei de roupa e tudo, com ele. Foi uma loucura. Deu uma foto linda e eu consegui respirar. 

MC Durante a campanha para presidente, você sofreu muito preconceito pelo fato de ser mulher? 

PA O quê? Teve até um candidato que, ao perceber que eu estava me sobressaindo, foi à TV dizer: "Alô, flamenguistas, votem em mim. Eu sou homem". A desconfiança por eu ser mulher é tanta que não basta que eu faça uma gestão tão boa quanto um homem faria. Tenho que fazer uma muito melhor. 

MC Agora, o Flamengo tem uma dívida de R$ 330 milhões. Por melhor que você seja, não fará milagres... 

PA Mas posso melhorar as instalações do clube, aumentar o número de sócios e fortalecer o marketing do time, com sacadas como a trancinha do Vagner Love [marca registrada do novo atacante do time, que agora é vendida como adereço para o torcedor]. 

MC Como é sua rotina na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro? Quem é seu colega mais próximo? 

PA Ali, é uma lição diária. São 51 vereadores, todos gentis e educados. Mas, se você não concorda com o projeto que eles estão defendendo, não pode se deixar seduzir por essa simpatia. Tem que votar contra mesmo. É um drama, então eu acabo sempre me reportando ao Stepan [Nercessian, ator e vereador eleito pelo PPS], que é meu grande mentor e amigo. Todo mundo está ali para fazer uma cidade melhor, mas cada um tem seus interesses políticos próprios, então é impossível não conflitar. 

MC Você tem algum desejo que gostaria de realizar antes de morrer? 

PA Adoraria colocar uma mochila nas costas e dar uma volta pela Europa com meu marido, sem as crianças, só nós dois. Ah [suspira], que vontade eu tenho de sentar numa praça com ele e olhar a vida passar, sem compromisso... porque minha vida é agitada demais. 

MC O Fernando não reclama disso? Não cobra sua atenção? 

PA Não. Nem eu. Há uns cinco anos, eu ainda reclamava. "Ah, meu Deus, não tenho tempo para nada. É tanto filho, tanto trabalho que não dá para namorar." A partir do momento que parei de me cobrar, passei a viver melhor. Isso não precisa ser um carma. Eu amo o meu trabalho e não tenho como viver feliz com os filhos e a família se eu não estiver bem comigo. 

MC Em casa, é mais: "Mãe, posso isso?" ou "Pai, posso aquilo"? 

PA É mais pai do que mãe. Os gêmeos [Ricardo e Daniel] e o caçula [Leonardo] não desgrudam do pai. Chamam o Fernando o tempo todo. Já o Vitor, meu mais velho, é grudado em mim, se parece com o pai. Ele briga, bate porta, esperneia, mas é um doce. O Fernando é igual, superbravo com os outros, mas um amor comigo. Isso sem falar no quanto ele lê, discute política, cultura, economia, tudo. Sabe aquela pessoa que você tem que estar do lado [visivelmente emocionada] porque te ensina e agrega? Esse é o Fernando. Além de um excelente pai. Aliás, muito melhor do que eu como mãe. 

MC Por que você diz isso? 

PA Eu já sofri muito por trabalhar tanto. Hoje sei que esse é meu jeito de ser feliz e que, já que é assim, devo zelar pela qualidade do tempo que dedico aos meus filhos, não sofrer pela quantidade que deixei de dedicar. Todas as manhãs tomamos café juntos, e à noite, quando não chego em casa a tempo de jantar com eles, pelo menos dou um jeito de conversar um pouquinho com cada um. Durante o dia, se algum dos meninos precisar falar comigo, basta ligar no celular. Se um deles ficar doente, se machucar ou tiver um febrão, eu chamo a Silvana ou a Raquel [secretárias que "cuidam" dos compromissos de Patrícia na Câmara dos Vereadores e no Flamengo], checo as reuniões, peço para cancelar o que puder. 

MC Mas sente alguma culpa que não conseguiu superar? 

PA Sim. O aniversário de 6 anos dos gêmeos, dia 28 de fevereiro. Estava tudo pronto para a festa. Coloquei a mesa, o bolinho, as velas, e quando os convidados iam chegar, me chamaram para uma reunião extraordinária na Câmara. Era uma coisa ligada ao Pan e eu tinha que estar lá. Fui, mas, por causa do trânsito, não voltei a tempo. Vim chorando do Centro até a Barra. 

MC Quem ajuda os meninos a fazer o dever de casa, estudar para a prova? 

PA A gente faz junto. Cada um dá uma força num horário, conforme sua agenda permite. Mas, olha, até disso não posso reclamar. O Vitor, que é superbagunceiro, não tem nota menor que 8, e os gêmeos são brilhantes, só tiram 9,5 e 10. Um deles já faz até raiz quadrada, acredita? Ai, meu Deus, não tenho estrutura pra ter filho muito inteligente, não [risos]. 

MC O que você faz quando precisa dar umas boas risadas? 

PA Ligo pra Débora, uma superamiga que é ruiva, sardenta e grandona. Se meu dia estiver pesado por causa de alguma discussão de trabalho ou pessoal, é para ela que eu ligo. Ela levanta o astral de qualquer um. É muito engraçada. Falamos dos galãs e das musas da novelas, de bobeiras, de coisas leves. Contra dor de cabeça, isso é melhor do que qualquer Novalgina. 

MC E olha que você gosta de uma Novalgina, né [na estreia de Vagner Love no estádio Engenhão, Patrícia tomou duas]? 

PA Todo mês, antes de ficar menstruada, minha cabeça dói. Tomo duas Novalginas, deito por 20 minutos e espero passar. Só que, no fim do ano, com o estresse da campanha para presidente, não passava. Fiquei dez dias acordando e dormindo com dor e acabei no médico, achando que era um aneurisma, um tumor, sei lá. Mas era tudo estresse, pressão. 

MC O que o médico receitou? 

PA Ele me obrigou a caminhar todos os dias pela manhã e receitou Frontal [ansiolítico de tarja preta] para dormir. Como os dias eram muito agitados, eu não desligava. Tomava o remédio só para dormir, mas andava com ele na bolsa e oferecia para os amigos de campanha que iam caindo. Virou até brincadeira entre a gente: "Estressou? Toma o remedinho da Patrícia". 

MC É verdade que você escondeu a gravidez de gêmeos durante sua segunda campanha para vereadora? 

PA É, sim. Eu só fiquei sabendo da gravidez quando já era oficialmente 
candidata. Não queria desistir da candidatura e muito menos da gravidez. Mas não dava para expor aquilo assim, senão, mais uma vez, eu ia ser a "mulherzinha frágil", sabe? Fiquei bem quietinha e fui subir morro, visitar população carente, ainda sentindo um ou outro enjoo. Sabe o que é? Eu tenho um probleminha, que sou meio... 

MC Coelha? Por isso você teve tantos filhos, mesmo com tão pouco tempo para namorar? 

PA É [risos]. Estava procurando uma palavra, mas é isso mesmo. Engravido com a maior facilidade. 

MC Facilidade essa que você não tem para tirar suas licenças a maternidade, não é mesmo? 

PA É. Não dá pra tirar. São 30 dias, no máximo. Eu tenho que trabalhar, não posso ficar parada. Antes do Vitor, não dava pra tirar por causa do Flamengo e dos campeonatos de natação. Depois, por causa da Câmara. Dou a BCG, aquela vacina importante, e já saio com a criança embaixo do braço. Amamentei o mais velho até um ano e quatro meses. Depois, com os demais, confesso que parei nos três meses mesmo. Ah, não tinha necessidade. Todo mundo cresceu forte e tudo bem. Tem nenê que nasce e a mãe morre no parto, não tem? O filho morre? Não, sobrevive. Não dá pra pirar com esse lance de filho, não. As coisas são como têm que ser. 

MC Quando foi a última vez que vocês tiraram férias? 

PA Férias [risos]??? Nem sei o que é isso. 

Fernando Ah, Pat, no ano passado a gente tirou os três dias do Natal e, em julho, passou uma semana com os meninos na Disney. 

PA O Leózinho gostou tanto que até dizia: "Mamãe, por favor, eu não quero voltar pra casa, quero morar aqui no hotel". 

MC No dia a dia, qual é a coisa que mais tira você do sério, irrita? 

PA São duas coisas. A primeira é dizer o que eu vou ter que fazer. Tem que ter muita habilidade para isso. O Fernando tem [olha pra ele estabelecendo cumplicidade]. A outra é: durmo e acordo com a minha agenda, que adoro cumprir mesmo quando está lotada. Me preparo psicologicamente para aqueles milhões de coisas e, por isso, fico furiosa quando algum compromisso sai da agenda, ou entra, de última hora. Detesto isso. 

MC E qual é a coisa que mais enche você de prazer? 

PA A alegria das 800 crianças que eu atendo no Instituto Novos Talentos. Criei o projeto em 2003 para ensinar crianças e adolescentes carentes a nadar. No início, tive ajuda da prefeitura, que pagava professores e o aluguel da piscina do Flamengo. Depois, mudou o governo e cortaram a verba. Aí, me ocorreu o seguinte: vou chamar os amigos nadadores. Só eles vão entender a importância de um projeto como esse. Chamei um grupo enorme e avisei: "O negócio é o seguinte: cada criança custa 5 reais. Quem puder dar 20 vai ajudar quatro. Não importa se com 5 reais ou com 50, vocês têm que entrar". Deu certo. No fim do ano passado, consegui um patrocínio de R$ 270 mil da Light. É lindo ver a alegria daquelas crianças das favelas da Rocinha, da Cruzada e do Vidigal ali na piscina. Você tem que ver aqueles olhinhos brilhando...

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