Pós-Jogo: Haja paciência!







Confesso que o resultado contra o Náutico não foi tão assustador quanto ver aqueles jogadores em campo. A correria, a vontade e a disposição, que não vi no Brasileiro, me deixou uma derradeira dúvida: esses caras não correram assim antes porque tinha um técnico diferente ou era por causa da competição? Independente do que achamos, a constatação de que estamos reféns de jogadores de futebol é cada vez mais visível.E haja paciência para isso!

Passado o momento da confissão e da constatação, vamos falar de um jogo que teve um resultado péssimo mas que não é o fim da linha na busca pelo tetra na Copa do Brasil.

O time do Flamengo se comportou melhor do que nas partidas passadas. Como achei o time com uma disposição muito maior e com uma organização em campo que me agrada mais, com o básico 4-2-2-2, a vitória poderia ter chegado ontem. O Flamengo chutou mais a gol, teve mais chances e marcou melhor. Isso não significa que o time jogou bem. Na maior parte do tempo, parece que a falta de qualidade faz mesmo a diferença e a atuação ruim de alguns jogadores como o Paulinho, Almir e o Canteros travaram o jogo principalmente no ataque. E isso faz uma diferença danada porque, mais uma vez, faltou o último passe. E quando não faltou o último passe, Alecsandro, Paulinho e Canteros perderam as oportunidades que poderiam ter dado a vitória no Maracanã.

A defesa do Flamengo é uma coisa que tem que ser bastante trabalhada e não entendo porque não há especulação de nenhum zagueiro para reforçar o elenco. Ficou evidente, principalmente pela forma que foi o gol do Náutico,  um volante de marcação (estilo Cáceres, Jonas) não é suficiente para proteger a zaga. Aquela troca de passe que resultou no gol é o "precisa desenhar" disso que eu acabei de escrever.

A volta do Jayme ao comando do time, mesmo que temporário, foi bom. Gosto da forma como ele armou o time, sempre com dois jogadores em cada setor (dois laterais, dois zagueiros, dois volantes, dois meias, dois atacantes). Errou ao tirar o melhor jogador em campo, que foi o Arthur Maia e demorou demais para colocar o Eduardo da Silva. Mas isso é o Jayme, a ultima substituição é só aos 40 do segundo tempo.

Com a chegada do Cristovão, iniciamos um período de transição, que deveria ter acontecido após o fim do estadual ou no inicio do ano. Embora seja injusto a cobrança excessiva, ele sabe o pepino que tem nas mãos. Pelo menos, correr esse time mostrou que pode.

O próximo desafio do nosso Mengão é contra o Fluminense, no Maracanã pela 4ª rodada do Brasileiro. Até lá, é torcer para que os jogadores e o Cristovão se entendam rapidamente para que a minha paciência não continue sendo testada.

Saudações!

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