Ela dá show, sempre!











Muitos podem não concordar com o que eu escreverei, mas é, como todo o blog salvo os posts do Ronaldo, a minha visão de torcedora apaixonada.

Conheci o Flamengo grande. Quando eu tinha 6,7 anos e "debutei" no Maracanã, ia pra ver o Zico jogando. E ele era o cara que quando brincava do Futebol, falava: 
"Gooooooooooooool do Ziiiiiiiiiiiiiico". Quando o Zico largou os gramados, fiquei carente de ídolo. Tive uma puta decepção com o Bebeto, depois com o Renato Gaúcho. O Junior preencheu esse vazio que logo ficou vazio de novo. E durante muito tempo, eu fiquei sem identificação com o Flamengo. Até que me apaixonei pela torcida. O estar lá fez parte da minha vida durante anos. Amigas ligavam no domingo a tarde e falavam: "Tá no Maracanã né?". Sim. E assim eu estava. O Maracanã passou a ser o cinema com namorado. E durante anos, não vi o Fantastico, salvo raras exceções. 

Há uns 8 anos atrás, passei novamente por uma crise se identificação, principalmente por causa dos dirigentes. Cansei de ser sacaneada que meu time era falido, que não tinha estádio e isso me chateava mesmo. E criei uma baixa estima em relação ao Flamengo que durou algum tempo. O ápice dessa baixa estima foi nesse jogo abaixo, que me marcou porque eu estava de mudança de consultório e enquanto arrumava as coisas, a TV ficou ligada.




Na segunda feira, o que eu escutava era: "Que vergonha hein". E esse era o meu sentimento, de vergonha mesmo.  Esse jogo foi logo depois da perda do título para o Santo André no Maracanã, um jogo que eu fiquei horas na fila para ter ingresso e não consegui comprá-los.


E como a campanha de 2004 do Flamengo foi horrorosa no campeonato brasileiro, eu mal comemorava. Eu não tenho camisa do Flamengo no ano de 2004 e nem de 2005. Isso por si só já expressa todo o meu sentimento que descrédito na instituição Flamengo.


E quis o destino que o mesmo time que me afastou do Flamengo de certa forma, fizesse que eu me apaixonasse pelo Flamengo novamente. Foi em um Flamengo e Atlético Mineiro, em um quinta a noite, senão me engano, em um jogo que eu fui por acaso, graças a insistência de um amigo, que eu me lembro hoje pensando "como eu pude ficar sem essa torcida, sem essas músicas, sem essa vibração". 




Me apaixonei não só pela torcida, mas pela instituição Flamengo novamente. É aquela paixão que não compra produto pirata porque está prejudicando, que não fala mal porque está se integrando a arco iris e que leva sempre o nome do Flamengo aonde quer que vá.




O título do Flamengo na Copa do Brasil de 2006 me fez ter a certeza de que o Flamengo é único. Simplesmente único. E devo isso ao Juan, Léo Moura, Ney Franco, ao Obina e é por isso que não falo mal deles, mesmo quando estão em fase ruim. Eu não posso, eu não devo. 

Nunca deixei de ser Flamengo. Nunca deixarei de ser Flamengo. E se vier outra crise existencial rubro negra, mesmo que o time sufoque como foi em 2004, lembrarei dela que é o MAIOR e MELHOR patrimônio que temos.





E é óbvio que o destaque da semana vai pra torcida do Flamengo que me resgatou e ainda me dá o prazer, a honra e a satisfação de ser uma integrante dela.

Palmas a vocês.



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2 comentários:

  1. Que bom que recobraste a consciencia!!! hehee

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  2. Dani, excelente texto. Essa torcida realmente nos impulsiona e nos faz sentir que tudo está bem e q nada de errado acontecerá. Sou fã incondicional da nossa torcida e um dos meus maiores pazeres é poder ir ao Maraca e curtir a Nação cantando.

    SRN

    www.saudacoesrubronegras.com.br

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