Adriano é o menor do problemas





Um dia após o Flamengo ter levado uma goleada histórica (Sim, histórica. Temos que deixar de achar que levar de 4 contra um adversário tradicional não é vexame), estoura um escândalo sobre a presidente do clube sobre práticas reprováveis na Câmara dos Vereadores (no qual falei um pouco mais sobre isso aqui). Porém, o assunto que predominou o noticiário do Flamengo foi uma falta do Adriano. Falta de um jogador que foi com o grupo para Porto Alegre para treinar e vem mostrando boa vontade com os treinamentos, surpreendendo muita gente.

Não sou uma Adrianete (aquelas pessoas que são a favor do Adriano). Aliás, sou veemente contra a contratação não só do Adriano, mas de qualquer pessoa que não se enquadre num padrão profissional. Continuo achando que o Flamengo não é clínica de reabilitação para abrigar o Adriano, seus problemas e problemas que ele possa causar ao grupo. Mas, desculpa, a falta dele não era pra ser o assunto mais importante nem da segunda, muito menos da terça-feira do Flamengo, quando, na quarta, tem um jogo importantíssimo pelo Campeonato Brasileiro.

O Flamengo está tão instável que nem o trabalho de um cara sério como o Dorival está conseguindo equilibrar o time. Foi a segunda goleada para adversários tradicionais que levamos em poucos jogos e não jogando nada. O esquema, com Negueba, Thomás e os laterais que temos, não está dando certo e ao invés de tirar os medalhões, que não estão jogando nada, está tirando os garotos que estão melhores que os medalhões. O trabalho é sério e se ele não tira os medalhões com medo de boicote (e que já derrubou muitos treinadores do Flamejngo) está mais do que na hora de se mudar isso. O treinador é bom. O treinador é sério.

Além do time, tem o assunto Patricia Amorim, que ganhou uma trégua com o problema Adriano. Inacreditável como se tirou o foco das denúncias seríssimas sobre a distribuição de cargos na Camara de Vereadores para familia e coleguinhas de Flamengo, além da ausência de atividade parlamentar em 12 anos de mandato.  Inacreditável o nome do Flamengo envolvido com isso tudo e nas mãos de pessoas que acham negociata de cargo público dentre outras coisas normal. E agora? Como eu vou cobrar ética da CBF,  do São Paulo no caso das Taça de Bolinhas e de qualquer outra coisa se a presidente do clube que eu torço e que quer se reeleger a vereadora pela quarta vez dá exemplos de como não agir com ética? Dificil, né?

Que as pessoas entendam que uma falta do Adriano é problema, não tenha dúvidas. Mas será que a vida do Adriano seria um problema nosso se o Flamengo fosse um clube gerido sem fins eleitoreiros e a presidente estivesse, o tempo todo, atrás de um escudo para protegê-la?

Saudações!



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