Muricy chegou: leia o que ele falou na apresentação!






Muricy chegou pela manhã ao Rio de Janeiro e, antes de ser apresentado, foi conhecer o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio.
O comandante tem 60 anos e é tetracampeão brasileiro (três com o São Paulo e uma com o Fluminense) e campeão da Libertadores com o Santos. Deixou o São Paulo no início deste ano, devido a um problema de saúde e aproveitou o período para estudar, inclusive na Espanha.
Leia alguns trechos da entrevista coletiva de Muricy:
Atacantes
Guerrero e Cirino não podem ter esquecido de jogar. Às vezes faz parte de melhorar em todos os sentidos. A gente precisa saber e conversar com os jogadores, ver os números. Analisar e aí tentar corrigir. São jogadores muito importantes e que com certeza vão estar com a gente ano que vem.
Reencontro com Sheik
Sobre o Sheik, fomos campeões no Fluminense. Ele foi morar no prédio que eu morava há algum tempo. Uma mala. Fazia um barulho. Um cara que com certeza gosto de trabalhar, vencedor, tem personalidade e não pipoca. Na hora de treinar, dá a vida. É um cara que estou super feliz de trabalhar. É só ver o currículo dele. É fundamental no Flamengo.

"Férias" de oito meses
Acho que a gente vai ficando mais experiente. Sempre aprendendo no futebol e na vida. Acho que precisava parar um pouco e estudar o futebol. Tem que esperar o dia a dia e os jogos acontecerem. Acho que foi muito válido. Estou melhor, com certeza. Vê jogos, conversar com as pessoas.Eu estou invicto, oito meses sem perder um jogo (risos). Mas estou feliz, recuperado. É muito bom não trabalhar tanto. Fiquei quase 22 anos sem um período desses. Tem contratações, conversas, reuniões. Graças a deus saí um pouco da bolha. Estou renovado, com força e vontade.
Sobre Kaká
O Kaká é fora de série. É diferente, grande jogador. Sempre positivo e que comanda dentro do campo

Profissionalização
Gestão profissional. Isso não tem mais volta no futebol. Lá é pura profissionalização de tudo, e dá para fazer aqui. Unificar tudo. Todas as categorias. Unificar ideais de futebol e trabalhar com os professores de futebol da fase. Explicar o que é o Flamengo. Filosofia do clube. O técnico tem que se adaptar ao clube. Encontrar o técnico para se adequar ao clube. É uma ideia que conversei com o presidente e diretoria. Esse é o caminho, conversar com o pessoal da base, sem impor nada.
Base no Brasil
Isso é uma outra coisa que a gente erra demais no Brasil: a base. Não dá pra acreditar que no mirim vai mandar treinador embora. Não tem correção e nem filosofia de nada. Temos que fazer jogadores. Quero tentar implantar, sem forçar, e achar um modelo. São obrigados a fazer jogadores. Lá na base tem que ensinar isso. A gente erra muito nesse sentido. Até na base a gente demite treinador.
Estilo de jogo
Em relação a maneira de jogar, você tem as diferenças. Hoje você tem o controle de jogo, a famosa posse de bola. E a intensidade. Futebol hoje faz a transição rápida. Lá para trás era diferente. A bola parada tem que estar treinando. Fazer sempre. Vi umas deficiências de bola parada nos jogos que vi. Devo implantar alguma coisa.
Aqui é trabalho
Não é cartilha. Mas com certeza é o básico de um grande time que quer conquistar alguma coisa. São trabalhadores, disciplinados, comprometimento com a camisa, trabalhar muito e dar resultado. Você é cobrado pelo resultado. Não tem outra saída. O treinador é um cobrador de objetivo. Isso que vai ser cobrado. 

Zico
Em relação ao Zico, é o jogador mais completo que vi jogar e joguei várias vezes contra. Admiração pelo homem. Um cara que a gente admira porque a gente tem que ter exemplos, pois temos poucos no país. Participei na campanha dele na Fifa, apesar de ser melhor na CBF. A gente sai pra jantar, é sempre um grande prazer. É diferente.


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