Reavaliar é para poucos. E, talvez, para os grandes!





Lembro-me de um dos módulos mais aguardados na pós-graduação de Treinamento Desportivo que fiz. O professor era um mestre no assunto, super conceituado e reconhecido tendo passagens por vários clubes de futebol, um assunto que me interessava muito. Estava realmente motivada para aquele fim de semana, que, tinha certeza, iria aprender muito. E futebol sempre foi um assunto que me interessou.

O professor realmente sabia muito. Dava exemplos dos times, falava de estrutura do time, apresentava tabelas com resultados, fotos de exemplos de treinamento com coisas que, tenho quase que certeza, metade das pessoas que falam sobre preparação física do Flamengo não tem idéia que existe. Assim como tem muita gente que faz criticas veementes aos mais variados assuntos, mas não sabe como é feito o dia a dia do que critica.

Mas saí, daquele final de semana e do módulo, insatisfeita com o que aprendi. Saí insatisfeita por dois motivos: não atendeu as minhas expectativas e a didática do professor era ruim. Isso significa que o professor era um incompetente, uma porcaria, um brincalhão? Não. Provavelmente, ou eu tinha expectativa demais em cima dele ou não consegui me adaptar a didática que ele me oferecia e não me motivei. Mas continuei o respeitando. Não xinguei o trabalho dele, a aula, muito menos a família. Ser conceituado do jeito que ele era não era para qualquer um.  Algum motivo ele tinha para estar ali, me dando aula.

Anos depois, encontrei com ele e um outro professor que foi meu professor da Faculdade de Educação Física e na de Fisioterapia, um querido, num aeroporto. Comentei que tinha feito um módulo com ele na Pós-Graduação e ele comentou, sorrindo: "Aquilo ali não era para mim. Meu negócio é bater palma para jogador e gritar em campo, cobrando resultado, motivando-os."

Assim como o professor que, um dia, reavaliou o ambiente de trabalho no qual estava fazendo parte, creio que há gente no Flamengo que precise fazer essa reavaliação. Não é todo mundo que nasceu para fazer parte do mundo do futebol, com contatos com empresários e dirigente mais experientes.

A  Nação Rubro Negra, definitivamente, não merece aturar blefe de dirigente falando em contratação de jogador de seleção, quando, na verdade, faz contratações do tipo "mais do mesmo"!

Saudações!


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Um comentário:

  1. O grande problema é que o Wallin parece ser o presidente de fato do Flamengo, parece que ele lidera os azuis e assim, acho que ele só sai do comando do futebol se quiser.
    O problema não é perder,s ere sculhachado, apanhar na cara de um time merda como o Bahia, o problema é a falta de perspectiva, a falta de tesão dos jogadores, a falta de um dirigente que coloque o pau na mesa e comande de fato o futebol do Flamengo.
    Não vejo no Bandeira, a energia, o culhão necessário para comandar o Flamengo, ele parece meio retraído, meio sem jeito na direção do clube. É óbvio que o Wallim, para falar a porrada de merda que falou, está se garantindo no poder que ele tem entre os azuis, ninguém sairia impune a uma escotidão dessas se tivesse, de fato, um superior hierarquico.
    Acho sempre que o Flamengo é "incaível", mas desta vez estou sentindo um conformismo insuportável na direção do clube, um sentimento de que tudo é justificável pela reestruturação do clube. Justificável é o caralho!!! Vejam a história do clube, vejam a torcida que lota estádios em todo o Brasil, vejam o patrimônio que vocês têm em mãos; vejam, pelo amor de Deus, que Flamengo não é Sky, não é BNDES, é um clube de futebol, que precisa de vitórias, de títulos e não somente de CND e nome limpo na praça. Vocês não foram eleitos para falar que não têm dinheiro para contratar, vocês precisam fazer mais, muito mais.
    Sr. Bandeira de Melo, o senhor pode conseguir a façanha que nem Veloso, Kleber Leite, Edmundo Santos Silva ou Paty Amorim conseguiram: colocar o Flamengo na segunda divisão. Essa humilhação acompanhará o senhor por muitos e muitos anos, manchará o seu nome de uma forma definitiva, então trate de tomar uma catuaba com ovo de codorna, bote o pau na mesa e dirija esse clube com sangue nos olhos, chega de moleza, presidente.
    SRN

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