Eu eu eu o Levy se deu mal. Mas será que se deu mal mesmo?





Eis que, antes da viagem a Londres para acompanhar atletas do Flamengo que vão competir pelo Brasil, Patrícia Amorim solta uma nota oficial dizendo que haverá mudanças na diretoria do Flamengo. A nota, que será colocada na íntegra logo abaixo desse post, diz que um novo plano reformulará a diretoria do Flamengo criando-se um novo cargo de diretor de finanças par evitar que o vice de finanças, o Michel Levy tenha tanta influência no futebol. Mas a pergunta que não quer calar é: isso adiantará alguma coisa?

Não é de hoje que o vice de finanças tem uma atuação maior do que deveria no futebol do Flamengo. E não sou eu que estou dizendo isso. Isso é senso comum em jornalista que cobrem o clube, pessoas ligadas ao Flamengo. Inclusive em matérias que falam dessa comunicação, TODAS citam que essa medida tem como objetivo principal limitar o poder de alguns vice presidentes, com o primeiro "afetado" pela decisão da presidência será Michel Levy, vice-presidente de finanças. O dirigente vinha sendo duramente criticado pelos companheiros de diretoria e viu seu prestígio, anteriormente muito alto, ser drasticamente abalado.
Pela nota, o clube irá contratar um diretor executivo de controle e finanças como forma de evitar a interferência do vice presidente em outras áreas do clube. A ideia é repetir a estrutura no departamento de futebol, com um dirigente abaixo do vice. No futebol, temos a impressão de que o diretor manda mais que o vice de futebol. Será que na área de finanças será assim? 

No futebol, diferentemente da área de finanças, não precisa de liberação de ordem de pagamento. A ordem não precisa vir de cima para que o diretor possa agir. Na área de finanças, é diferente. O vice presidente precisará emitir a ordem para que o diretor precise trabalhar.  Quem tem o poder da assinatura, da liberação, não vai usufruir desse poder? Quem é que mandará nesse "elo" entre o futebol a na área financeira?


Será mesmo que o Levy se deu mal?

Veja o comunicado do Conselho Diretor:


"O Clube de Regatas do Flamengo comunica que sua presidente, Patricia Amorim, estará nos próximos 10 dias em Londres, representando o clube, que possui, dentre os clubes brasileiros, o maior numero de componentes da delegação verde-amarela nos Jogos Olímpicos de 2012 – 20 atletas e cinco treinadores.


Os Jogos Olímpicos constituem ademais, como é óbvio, oportunidade para a prospecção de parcerias esportivas e acordos comerciais, tendo em vista a realização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Por exemplo, o Flamengo já tem parceria firmada com o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (Usoc), onde o clube será Centro de Treinamento das equipes olímpicas e paraolímpicas norte-americanas, nas modalidades em que possui instalações. O Usoc investirá no Rubro-Negro, proporcionando melhorias estruturais na sede.

Neste período, conforme determinação estatutária, o vice-presidente geral do clube, Hélio Paulo Ferraz, responderá pelo comando do Conselho Diretor, no Brasil.


Por orientação da presidente Patricia Amorim, o vice-presidente geral dará início a um projeto de reformulação da gestão do clube, que terá como ponto de partida um estudo elaborado pela empresa Accenture, a lhe ser submetida em seu retorno ao Brasil. Além deste, já elaborado, estão em andamento outros estudos.


A ideia central do mesmo é que os vice-presidentes integrem este Conselho de forma colegiada, com as funções executivas exercidas por profissionais contratados para cada área específica da administração do clube.


O primeiro passo neste sentido será a contratação de um diretor executivo de controle e finanças, da mesma forma como já temos um diretor executivo do Futebol, e estes dois executivos deverão esgotar as questões comuns aos dois setores.


Entrementes, serão respeitadas todas formalidades estatutárias apicáveis, sem prejuízo da adoção do conceito explicado acima.


A implantação deste modelo deve resultar, no próximo exercício, na contratação de um CEO (Diretor Geral) profissional, reportando-se ao Conselho Diretor para aprovação de metas, objetivos e correspondente acompanhamento dos resultados."


Parece que a Patrícia apostará a sua reeleição nessa estruturação. Mas isso é para se pensar depois de Londres, é claro.

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