Deve chamar tristeza :(((

Deve chamar tristeza :(((

"Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não deseja.
Sim, tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a Ter.

Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó."

Fernando Pessoa


É o que temos para hoje. Que a minha tristeza pelo Flamengo de hoje, se transforme em pó! 

Saudações Rubro Negras!

O sócio torcedor do Flamengo: considerações, dicas e palpites!



O programa sócio torcedor do Flamengo é uma realidade. Para muitos, pode ser uma realidade nua e crua, desagradável, cara, decepcionante. Mas, o sócio torcedor é nosso. TODINHO NOSSO! Formatado para a Nação, pensado na Nação e, num futuro próximo, espero eu, agradável para a maioria da Nação. Até porque toda a unanimidade é burra. Se não houver críticas,  não há crescimento. E acho que esse programa vai melhorar e muito com as críticas (que são justissímas e endosso grande parte delas), principalmente no tocante aos benefícios para quem mora fora do Rio.

Mas, gente, temos um sócio torcedor só nosso! Você tem a noção do avanço que é isso para o Flamengo de até pouco tempo atrás? Como sempre acreditei que o torcedor do Flamengo pode ajudar mais do que ir a estádio e compar produto oficial, não deixaria de estar satisfeita com esse primeiro passo rumo ao topo. Sim, acredito que poderemos chegar ao topo. Utopia? Sonho? Foca? Eu curto é o Mengão, minha gente! Sei o bem que ele me faz. Aprendi ao longo da vida que a gente tem que pegar as coisas que nos faz bem e curtir. E eu procuro curtir o Flamengo!


Os planos apresentados tem o slogan do programa: raça, amor e paixão, com as variações de raça +, amor + e paixão +.  Apresentam como benefícios, basicamente, prioridade na compras de ingressos (quanto mais caro o plano, maior a prioridade), descontos em ingressos (que não sabemos o quanto será ainda!) e acesso a Rede Futebol Melhor, que é um clube de descontos que abrange vários estabelecimentos e tem a participação de programas de sócio torcedor de outros times.

Ficam praticamente de fora dos melhores benefícios (os ingressos) toda uma galera OFF RIO, aquela que não vê o Mengão com frequência e que não teria tanto a necessidade desses beneficios. E essa é a maior reclamação que vi para quem é de fora do Rio não se associar: vou me associar sem ter o benefício quase nenhum? E digo: estão certíssimos, não se associem. Não caiam na esparrela de quem fala que você está se associando para ajudar o Flamengo. Ninguém se associa sem nada em troca. Você não se associa a um banco se ele não tiver as melhores taxas, não se associa a um sócio sem que ele te dê benefícios (grana ou trabalho) e nem categoria profissional se não houvesse benefícios com isso. Vamos parar de agir com o Flamengo com esse assistencialismo demagogo, como se ele fosse uma ONG sem ajuda do governo e não uma instituição com orçamento milionário. O Flamengo, com sua história de títulos e glórias, não merece ser tratado com pena pelo seu torcedor. O torcedor que tem pena do Flamengo, da situação nada fácil que as finanças rubro negra se encontram, não precisa de sócio torcedor: basta fazer depósitos na conta corrente do clube.

Assim como o Flamengo não merece ser tratado com pena pelo seu torcedor, o seu torcedor, aquele que pode aderir ao Sócio Torcedor, mesmo no valor mais baixo, não tem que ter a sensação de que está recebendo esmola do clube. É essa sensação que tenho com o plano mais barato. O cara que faz o plano mais barato, o Raça, de R$ 39,90, que se preocupa em ir numa página de internet, pegar o seu cartão de crédito e se disponibilizar passar 6 ou 12 meses tendo a mesma despesa, precisa ter BENEFÍCIOS, MOTIVOS para a associação. Por enquanto, não há descontos em compra de produto oficial, os descontos nos ingressos ainda não foram divulgados... Uma dica: dá um desconto poderoso no Brasileirão para a galera, para quem se associar por 12 meses. APOSTO que triplicaremos o número de sócio-torcedor, além de termos estádios com torcida apoiando o time. Sabem por que? A Nação está doida para se juntar do Flamengo, minha gente! DOIDA!

Aos OFF RIO e me incluo nessa, que não se importam dos benefícios não serem bons quanto deveria (E NÃO SÃO! É uma coisa que tem que melhorar e muito!), a contribuição de R$ 39,90 é um ingresso de um jogo do Flamengo que você iria por mês. Sem estacionamento, sem o churrasquinho e a cervejinha na porta do estádio. Você estará contribuindo para fazer um o Flamengo mais forte, mesmo que você não seja obrigado a isso, mesmo que eu entenda que sem benefícios, o seu dinheiro suado pode ser usado em outras coisas.  Podem mesmo. Essa rede de benefícios para quem está fora do Rio e não tem o prazer de poder usufruir do Flamengo em campo, tem que melhorar. E repito: MUITO!

Segue aí uma sugestão para o Mengão para inlcuir os OFF-RIO nesses beneficios. Mengão, a galera que colaborar mas a grana está dificil, vamos ajudar o pessoALL



Esse clube de vantagens, o ideal seria fazer associações com empresas regionais. Elas teriam a imensa vantagem de usar o quadro de sócios do Flamengo e o Flamengo usaria toda a logística e estrutura dessas empresas, que existem para isso. A Rede Futebol Melhor seria apenas mais uma da lista!

Além disso é interessante ter contato com hotéis, agências de turismo e (quem sabe) compainhas aéreas para dar descontos a torcedores que querem ver o Flamengo em todo Brasil: os estabecimentos ganham, o Flamengo ganha com torcida, venda de ingressos e o torcedor ganha porque é o maior prazer dele, ver o Flamengo brilhar! É claro que isso é um esboço, feito em cima de uma tríade que, acredito eu, seja o mais importante pra que o OFF RIO se associe, sem essa história de "ajudar o Flamengo".

É o ínicio do projeto sócio torcedor do Flamengo e estou amarradona. Não estou completamente satisfeita, quero mais benefícios,  mas você há de convir: é bem melhor que o Cidadão Rubro Negro.

Seguimos o debate, em redes sociais ou até mesmo com mensagens no próprio site do Flamengo.  Se essa galera linda revolucionou a eleição do Flamengo, imagina o que eles podem  fazer com idéias para fazermos um Flamengo cada vez maior. Não se acanhe, não se omita. Não deixe que o Flamengo ache que VOCÊ não exista! Mostre-se, debata, opine!

Se eles querem elitizar o Flamengo (como parece), vamos mostrar a eles que quem faz o Flamengo GIGANTE é a Nação, a torcida, os mulambos. É o preto, o branco. O pobre, o rico. Os cornetas, as focas. Os mais Flamengo, os menos Flamengo. Os baluartes, os que não sabem nada! 

Nação Rubro Negra fez, faz e fará, sempre, um Flamengo forte. E um Flamengo forte é o Flamengo de todos!

3 esquemas de jogo para o time do Flamengo



Técnico novo, é hora de rever o que vem dando certo e errado no Flamengo para que possamos chegar a um time competitivo com o elenco que temos. Hoje, não adianta ficar reclamando que não temos reforços. Não os temos porque não tem grana e já explanei o que acho aqui.

Então brinquei de ser técnica do Flamengo. Montei três times do Flamengo nos esquemas mais usados no futebol  mundial: o 4x4x2, 4x3x3 e no 3x5x2. Em alguns esquemas, houve variação de jogadores e explicarei resumidamente o porque dessas alterações. E desmiuçarei os esquemas e como os jogadores devem jogar lá no Flamengo Noticias. Conforme for fazendo os posts, eu coloco o link aqui!

Vamos aos esquemas:



É o mais comum de ser usado, pode-se evoluir para um 4x2x2x2 ou um 4x3x1x2! Nele está minha dupla de zaga do Flamengo, com o que temos hoje. Nao dá para fugir de Renato Santos (que é o nosso melhor zagueiro) e o González, (que tem senso de posicionamento). Nesse esquema, o Amaral pode ser substituido pelo Renato Abreu, o Ibson ou o Cleber Santana (se o objetivo for o ataque) facilmente. Eu coloquei o Amaral porque acho que com o Leo Moura na lateral, o sistema defensivo perde muito, com o Elias se desdobranco em fazer o seu e o de mais alguém. Jogaria com o Rodolfo no meio de campo "fazendo dupla" com o Elias e deixava na frente o Gabriel e o Rafinha. Coloca velocidade para cima dos adversários, sem o caneludo do Hernane.



Nesse esquema, eu troquei o Leo Moura pelo Luiz Antônio porque a zaga pode ficar mais protegida com um volante na lateral do que com o Léo. Nesse esquema, o Amaral também poderia ser substituido pelo Ibson ou Renato Abreu. E como o Elias "flutua" muito bem campo, atacando e defedendo, acho que funcionaria muito bem num meio de campo com três homens. Esse esquema é o único que o Hernane teria vaga, fazendo o homem de referência no ataque, com Rodolfo por um lado do campo e Rafinha do outro.



Não gosto desse esquema, mas pode ser uma solução para a nossa zaga, já que o González tem larga experiência sendo o homem da sobra. Nesse esquema, voltaria com o Léo Moura porque ele é bem mais eficiente no ataque que o Luiz Antonio e teoricamente não teria uma preocupação menor com a defesa. Nesse caso, o Amaral/Ibson/Renato Abreu é sacado do time e o meio de campo para feite teríamos: Elias, Rodolfo, Rafinha e Gabriel. Acho que não temos um meio-ofensivo melhor do que esse.


Gostaram?

Alguns jogadores tem vaga cativa mesmo: Felipe, Renato Santos, Cáceres, João Paulo (por falta de substituto), Rafinha, Elias e Rodolfo formam a base do Flamengo que temos hoje. Compicado armar um time que não os tenha.

A verdade é que eu brinquei de técnica mas esses jogadores foram colocados em cada posicão, em cada esquema, de uma forma que eles tenham um substituto no elenco a "altura", sem modificar a estrutura do time. É assim com o Rodolfo que tem o Carlos Eduardo, o Rafinha que tem o Adryan/Nixon/Thomas e o Cáceres que tem o Amaral, por exemplo. É assim que se começa montando o esquema tático de uma equipe, seja em qualquer esporte. A busca para um time titular começa com o esquema tático que o seu elenco te dá! É aquela história de colocar uma peça, tirar outra e o time continuar com o mesmo padrão. O desempenho pode piorar ou melhorar conforme os jogos vão passando, mas o padrão de equipe continua. É assim que se faz um time vitorioso. E isso eu aprendi no banco da faculdade.

Espero que vocês tenham gostado e como falei, durante a semana, falarei de cada esquema e as suas variáveis, lá no Flamengo Noticias e colocarei o link aqui!

O perigo de não ter oposição à diretoria no Flamengo

O perigo de não ter oposição à diretoria no Flamengo

Hoje é a eleição do Conselho Fiscal do Flamengo, aquele que fiscaliza o financeiro, o administrativo do Clube. Logo, por ser fiscalizador, tenho a idéia de que deve ser preenchido, sempre, pela oposição. Justamente para cumprir com o seu papel. Ou você acha que a fiscalização da situação é a mesma que a oposição?

Temos um exemplo recente de como esse tipo de coisa pode fazer mal ao Flamengo. Mesmo se dizendo de oposição, a relação Patricia Amorim x Capitão Léo inervou muito os rubro negros nesses últimos anos. Fiquei com a nítida impressão de que os desmandos da Patricia no Flamengo não teve a fiscalização do Conselho Fiscal como deveria. Não sei se vocês tem essa impressão.

É claro que essa minha idéia perde todo o sentido quando se sabe que a oposição do Flamengo é capitaneada pelo Leonardo Ribeiro.  Ainda mais com as idéias que ele quer instituir, inclusive querendo tolir blogs que falam sobre o Flamengo.

Mas como acho importante falar sobre esse perigo. Que eles continuem no caminho para tomar as melhores decisões para o FLAMENGO!

A congruência de idéias entre a diretoria atual do Flamengo e o Capitão Léo!

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Dia agitado na Gávea com o lançamento do tão esperado programa de sócio torcedor e eleição no conselho fiscal. Para quem não sabe, houve vazamento das categorias do socio torcedor e o conselho fiscal é o conselho que tem o polêmico Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, como presidente.

É dificil descrever o sentimento do torcedor do Flamengo pelo Capitão Léo. Responsável direto pela saída do Zico do clube em 2010, presidente do Conselho Fiscal, personagem polêmico na história atual política do Flamengo, muitos torcedores agem com deboche quando aparece qualquer noticia relacionado a ele.  E essa dicotomia com o Zico deveria deixar as suas idéias longe das idéias praticadas pela diretoria azul, mas a julgar pelo sócio torcedor e últimas ações direcionadas a torcida, não é o que acontece. A dicotomia, que deveria existir, se transforma numa congruência e quem se ferra sou eu, você, "somos nozes".

A principal congruência é em relação ao afastamento do torcedor simples do clube, da Gávea. Assim como a diretoria do Flamengo afastou esses torcedores aumentando o valor do título em muitos "porcentos", o capitão Léo também quer garantir os benefícios do sócio proprietário, afastando a "grande massa" do clube. A elitização do Flamengo é idéia comum, com direitos do sócio proprietário, aquele que paga caro pelo titulo do clube, sendo beneficiado.

Poderia falar também da relação com os torcedores OFF RIO. Assim como eles foram praticamente excluídos do programa sócio torcedor, já que tem como prioridade a compra de ingressos (coisa que o off rio não faz com frequência),  a chapa do Capitão Léo tem uma forma peculiar de chamar a turma do OFF RIO: categoria marginal de associado. Ou seja, para os dois lados, a maior parte da torcida do Flamengo não vale nada, ou quase nada. Como confiar em gente que não consegue ver a importância de quem está fora do Rio para o Flamengo?

Para quem quer transformar o Flamengo em clube de elite, a minha mais sonora vaia. E nisso, a turma da diretoria e a turma do Capitão Léo estão juntinhos, como melhores amigos.  Só quero ver quando esses caras vão perceber que o Flamengo tem um faturamento milionário por causa do torcedor, que compra Pay per view, consome produtos e etecetera e nao por causa de um clube com piscina, quadras e campo com gramado.

Já passou da hora de acordar!

Flamengo x Boavista: O sim, o não e o talvez

Flamengo x Boavista: O sim, o não e o talvez


Fui no Engenhão ver o Mengão. Para uma off-rio, como eu sou, isso é uma dádiva. Ou quase! Acho que, por isso, os caras que hoje portam o Manto, poderiam ter um pouco mais de carinho e jogar mais bola. E nem a estreia do treinador,  que deveria dar um ânimo novo no time, adiantou.  Porque no jogo contra o Boavista, além de jogarem com uma preguiça monstra, ainda me fizeram o desfavor de ouvir, aos montes, aqueles corneteiros que vão ao estádio para jogar toda sua raiva da vida xingando jogadores. E como xingam, meu Deus! Xingam tanto que dá nervoso.

A torcida tinha que ter uma paciência maior com o time por que estava estreiando treinador? SIM!  A estreia de um treinador, como foi ontem, é uma mudança de filosofia de trabalho e com o Jorginho mudou tudo. Ele mudou jogadores, mudou esquema tático e mudou a forma do Flamengo jogar. E um time de futebol não escapa disso impunemente. A falta da vitória comprovou isso. O time estava preso, sem saber o que fazer com a bola e inervando a galera que estava no Engenhão e no sofazão. Impossível ser feliz com o Flamengo jogando da forma como jogou ontem.

A torcida está errada em vaiar o time? NÃO! A forma como o time do Flamengo jogou ontem é inadmissível. Pode-se faltar técnica, orientação, tática, mas vontade NÃO! Raça e disposição são pré-requisitos básicos para portar o Manto. Simplesmente porque isso é ser Flamengo. E fugir do Flamengo é fugir das vitórias, da felicidade, da alegria.  É fugir de tudo aquilo que esperamos e estamos habituados a ter como referência. E essa fuga traz a decepção, traz a impaciência, faz com que a cornetagem tenha razão, mesmo no ínicio do trabalho de um técnico. Pobre Jorginho!

A torcida pode acreditar no trabalho do Jorginho com esse jogadores? TALVEZ! Infelizmente, não basta a boa vontade do novo técnico. Ele ir para imprensa e falar que a responsabilidade da classificação é dele, não alivia em nada o show de horrores que houve no Engenhão. Até porque o mau resultado de ontem não foi só culpa dele. Não jogar a responsabilidade para quem entra em campo é chamar torcedor do Flamengo de burro, coisa que não somos.

Noticias do jogo:

Fotos do jogo:
Videos do jogo:


Peço só que São Judas Tadeu ilumine nosso treinador e que indique, mesmo, um melhor caminho a seguir. O elenco do Flamengo pode não ser o ideal mas o time que pode ser formado não é ruim. Eu acredito, ainda, na classificação na Taça Rio. Mesmo, atualmente, sendo um Botafogo com titulos, sem a torcida frequentando os estádios, acredito que o Flamengo tem força para dar uma arrancada nesse segundo turno.


Vamos para cima deles, Mengoooo!

10 ídolos importantes na história do Flamengo


Resolvi fazer uma lista dos 10 maiores ídolos do Flamengo.  Coloquei no papel e passou dos 10, claro. Coisa boa é ter um time que tem uma história tão rica de conquistas, glórias e exemplos. O Flamengo é assim, cheio de gente que arrebentou, que honrou o Manto e deixou um montão de bons exemplos. Êta mengão maravilhoso.

Vamos a lista:

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Zico - O Rei, o grande ídolo, o maior de todos. Arthur Antunes Coimbra vestiu a camisa do Flamengo pela primeira vez em 1967. Se profissionalizou quatro anos depois e só foi se tornar "o camisa 10 da Gávea" em 1978. Começava ali a Era Zico, a mais vitoriosa da história do futebol rubro-negro. Com Zico em campo, o Flamengo conquistou 37 títulos, nacionais e internacionais, em 28 anos. Não há como falar de Flamengo e não falar de Zico. É um extraordinário.



Junior - O fiel escudeiro que não pode ser relegado a segundo plano por causa do brilho do Zico. Como o nome desse blog é graças a conquista que o Júnior liderou lindamente, o Vovô Garoto tem um lugar especialíssimo. O jogador que mias vestiu o Manto. Leovegildo Lins da Gama Junior, o maestro, que iniciou a carreira como lateral na chamada Geração de Ouro, a Era Zico, e terminou como comandante de uma safra de jovens que viria a conquistar o Campeonato Brasileiro de 1992, quinto da história do clube e quarto de sua carreira, é referência no futebol rubro-negro. Seus números impressionam. Em 16 temporadas na Gávea, disputou 874 jogos, marcou 77 gols e conquistou 20 títulos importantes. Espetacular!

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Leandro - O maior lateral direito do Brasil. A habilidade que o Leandro tinha era assustadora. Lateral direito com categoria ímpar, muitos que assistiam aos jogos dos anos 80 chegam a dizer que ele era até mais habilidoso do que Zico. Leandro "Peixe Frito" foi mais uma referência do time que é considerado o melhor da história do C.R. Flamengo. Os "causos" sobre sua habilidade são famosos no futebol. A história que o Raul, goleiro conta que irritado com Leandro, deu um bico na bola num tiro de meta para ele não matá-la. Leandro não só amorteceu a bola com o peito como saiu jogando, driblou dois adversários e ainda "tirou uma onda" com o arqueiro depois. Encerrou a carreira em 1988, contabilizando 417 jogos pelo Flamengo, 14 gols e 16 títulos, em dez anos. Para ficar a história!

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Adílio - É aquele jogador que todo time deveria ter.  Quase silencioso, Adílio era um jogador de rara habilidade e criatividade, dono de um passe perfeito e adepto a um estilo de jogo clássico. O jogador atuou no Flamengo entre 1975 e 1987, quando teve a oportunidade de vestir a camisa rubro-negra em 616 partidas, o que faz dele o terceiro jogador com maior número de jogos disputados pelo Flamengo. É figurinha fácil até hoje na Gávea e tirar uma foto com ele é obrigação!

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Andrade - Ele já tinha um lugar especial no meu coração por causa da sua história vitoriosa com o Flamengo, mesmo tendo sendo campeão brasileiro com o Vaskin em 1989. Mas depois do Hexa, da forma como foi, a sua simplicidade e tranquilidade conquistaram a Nação. Andrade era um jogador de muita técnica, dotado de excelente visão de jogo, capaz de realizar lançamentos de longa distância com extrema perfeição. Seu estilo clássico, do nível dos melhores volantes da história do futebol brasileiro fez com que o garoto rapidamente conquistasse a vaga de titular absoluto. Conquistou os maiores títulos da história do Flamengo e foi o técnico do último titulo brasileiro, em 2009.

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Rondinelli - O Deus da Raça. Aquele gol dele, contra o Vaskin, como uma flecha, espetacular, foi o ínicio de toda uma Era vitoriosa. Já me peguei pensando no "e se aquela bola não tivesse entrado". Foi com seu gol de cabeça contra o Vasco, na final do Estadual de 1978, que a Geração de Ouro nasceu. Raça, disposição... Rondinelli era um zagueiro vigoroso, que não dava moleza para os adversários e estava disposto a fazer o possível e o impossível para evitar gols dos rivais. Usava a cabeça para salvar bolas dos pés do atacante, jogava de maxilar quebrado e nem se importava. Por isso, tornou-se o Deus da Raça.

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Carlinhos - O Violino. No dia 20 de janeiro de 1954, Biguá, em sua despedida, entregava a Carlinhos o seu par de chuteiras, gesto que simbolizava a entrega do instrumento de trabalho. História repetida em 1970 quando Carlinhos entregou seu par de chuteiras a um jovem promissor das categorias de base chamado Arthur Antunes Coimbra, o Zico. A cena ficou marcada na história, mas Carlinhos foi muito mais do que isso. Sua forma de jogar com grande classe e o toque de bola refinado o valeram o apelido de "violino". No Fla, foram 11 anos, 517 jogos, 23 gols e quatro títulos. Depois, sagrou-se treinador e ficou famoso por sempre ter grandes passagens pelo Rubro-Negro. Ganhou ainda mais oito títulos como técnico. E é por essa história linda commo técnico que ele é meu ídolo. Daqueles que é impossível esquecer!

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Petkovic - Herói do tricampeonato carioca de 1999 a 2001 e peça fundamental na conquista do hexa brasileiro de 2009, Dejan Petkovic é o sérvio mais brasileiro do mundo. Chegou à Gávea em 2000 após grande sucesso no Vitória e não decepcionou. Rapidamente se identificou com a torcida e se tornou eterno na história após o gol de falta que deu o tri estadual, em 2001, sobre o rival Vasco, aos 43 minutos do segundo tempo. Saiu da Gávea em 2003, rodou por outros clubes, mas em 2009 decidiu voltar para casa e conquistou o título nacional que não vinha há 17 anos. O jogo de encerramento da carreira foi no Engenhão, numa festa linda.

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Zé Carlos - Sempre gostei de goleiro que não fosse esparafatoso. Entre 1986 e 1991, Zé Carlos foi o goleiro titular do Flamengo e, apesar de nunca ter sido uma unanimidade entre os torcedores, sempre se destacou por realizar defesas impossíveis, de puro reflexo e elasticidade. Foi o primeiro autógrafo que eu tive de jogador do Flamengo. E lembro que ele tratava a todos com um carinho enorme. Coisa de ídolo mesmo!

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Gaucho - Atacante de área. Do jeito que eu acho que todo time tem que ter. E através de seus gols de cabeça, ajudou o Flamengo a conquistar a Copa do Brasil de 1990, o Campeonato Carioca de 1991 e o Campeonato Brasileiro de 1992. Disputou 198 partidas e marcou 98 gols, tendo sido o artilheiro dos Campeonatos Cariocas de 1990 e 1991, da Libertadores da América de 1991 e da Supercopa Liberetadores de 1991. Famfarrão, Gaucho foi importante no campeonato brasileiro de 1992, titulo que dá nome a esse blog. Especialíssimo.

Nessa lista também poderiam constar o Nunes (o Artilheiro das Decisões), Raul (o goleiro campeão), Dida (o ídolo de Zico), Evaristo de Macedo, Zizinho, Domingos da Guia (Divino Mestre), Leônidas da Silva ( o Diamante Negro), Pavão, Adriano (atacante), Bruno (goleiro), Angelim e outros que honraram o Manto. A maioria desses eu não vi jogar, sei de histórias então não são os MEUS ídolos, mas entendo que sejam ídolos do Flamengo.

E aí, na sua lista, quem entra?

Ei, você aí! Me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!


Elitizaram o Mengão! Se ainda não elitizaram, estão a passos largos para isso. Que dó, que dó!

Para um time que é considerado o time do povo, onde mulambos são a maioria, formam a base da pirâmide, e o termo favela, que é o lugar onde os menos abastardos financeiramente vivem, é usado para designá-lo, o que está acontecendo é realmente para descaracterizar o Flamengo de anos e anos. Não sei se isso é bom ou ruim. Mas uma coisa é fato: o Flamengo só é a potência que é hoje porque no passado foi o que foi, o time do povo, da favela!

Primeiro foi a falta de sensibilidade para abaixar o preço dos ingressos em jogos pouco atrativos no estadual. Depois, foi o ingresso na semifinal do Carioca a módicos R$ 80,00, quase uma pechincha, principalmente para quem vai com a família para o estádio. E, por último, o aumento do valor do preço de compra dos títulos patrimonial e proprietário do Clube de Regatas do Flamengo.

Durante o primeiro turno do Campeonato Carioca, a torcida do Flamengo deu avisos repetidos de que o preço de R$ 40,00 por ingresso a cada jogo é prejudicial. Mesmo com a meia-entrada a R$ 20,00, jogos e mais jogos tiveram o mosaico azul (será que os smurfs gostam da homengaem a eles?) que a nossa torcida cansou de sacanear o Flamengo. Não consigo entender porque esse Flamengo que está aí, o da Chapa Azul que diz que é vermelha e Preta, prefere que o time jogue sem torcida do que com a torcida pagando pouco. Não sei se é questão de aluguel de espaço, manutenção de ingressos, acordo com a televisão para ela não perder a audiência, preguiça de se movimentar para promover os jogos de uma forma decente.. Procuro entender, mas está dificil...

O caso do preço do ingresso a R$ 80,00, já debati aqui no blog e não serei repetitiva. Dê uma lida nesse post. Mas repito: o Flamengo sem a torcida, que está afastada dos estádios, é um Botafogo com títulos no passado.

Como se não bastasse o ingresso caro, afastando a galera do estádio, ontem saiu a notícia que o Flamengo aumentou o valor da aquisição dos titulos patrimonial e proprietário. A medida, segundo o site oficial, é para valorizar o título de sócio. Valorizar o clube que é bom, com piscinas funcionando, quadras de tênis com luzes acesas e não apagadas quando os sócios querem bater uma bolinha que é bom, nada né? Não me venha com a ladainha que a diretoria pegou o clube quebrado da Patricia Amorim porque isso não tem a ver com o aumento do preço do título que estou colocando em questão. Se fosse por isso, o valor tinha que cair e não aumentar. Ou você acha que o Flamengo, hoje, pode ser comparado ao Piraquê, Caiçaras? A mesmas pessoas que estão na diretoria hoje usavam esse argumento na época da eleição presidencial. E estou usando-o agora. Simples assim!  Antes de ler a justificativa esdrúxula de que o Flamengo está valorizando o associado do clube e que eles não sofriam qualquer correção há nove anos (desde 2004), eu acreditei que tal medida tinha sido tomada por causa do algum limite para receber pessoas no espaço físico do clube. Ledo engano!

Vamos aguardar agora o aumento das mensalidades das modalidades de sócios e o preço módico do Manto Adidas.

É uma pena o Flamengo estar caminhando para longe do mulambo e do favelado, que formam a base da pirâmide. Pirâmide que tem a base invertida, certamente não suporta muito tempo em pé. E isso, eu confesso, é o que não quero para o Flamengo!

Vamos acordar para a realidade?

Vamos acordar para a realidade?
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Não existe coisa pior do que uma pessoa se sentir enganada. É ultrajante, muitas vezes chega a ser humilhante. Então, vamos abrir logo o verbo: quem está esperando o Flamengo de 2013 uma potência do futebol brasileiro, com contratações especialissimas e com jogadores craques de time de CBF e conhecidos no mundo do futebol, pode tirar o pocotó da chuva. Simples assim.

Não há dinheiro, não há créditos a receber, não há gente que trabalhe de graça e nem bom jogador que venha para o Flamengo de graça. A grana que o Flamengo recebe hoje, ou receberá, vai ser para pagar dividas antigas para que o montande não cresça ainda mais! Não adianta culpar a diretoria atual por causa disso, nem a anterior. Ou você acha mesmo que a culpa dessa falta de dinheiro é só da turma da Patricia Amorim? Flamengo vem, há décadas, sendo irresponsável com fornecedores, governo, funcionários (e inclui nesse grupo, os jogadores). Quem nunca ouviu falar que jogar no Flamengo é garantia de aposentadoria gorda? Antes, o Flamengo se disponibilizava a pagar o que nenhum clube pagava pelo jogador. E depois não pagava. Ia para a justiça e a bolada, que já era injusta, sofria o acrescimo de juros. Milhões de reais foram pagos (ou estão sendo) a desconhecidos por causa disso. Você quer que isso continue ou quer que haja mudança?

Amigos, não há mudança sem esforço. Não há melhora do que está ruim sem que haja uma mudança do que esteja ruim. Você quer um clube que tenha um craque no time, como o Flamengo tinha com o Ronaldinho Gaucho,  mas que não pague e o empresário dele vá na loja do clube pegar camisa para pagamento? Pensa aí e me responde.

Sabe o cara que tem TV a cabo com internet wi fi, dorme no arcondicionado, tem carro do ano? O Flamengo é, hoje, esse cara sem grana. O carro não é mais o do ano, o ventilador se faz necessário, a Rede Globo vira o canal preferido e a vai rolar internet só se o vizinho for gente boa e liberar o wi fi dele. A realidade é dura, é crua, mas é essa.

O cara desempregado pode ficar em casa, assistir a Globo com a janela aberta e reclamar que o vizinho não libera a senha do Wi Fi. Mas sabe o que vai adiantar para que ele volte a vida que ele tinha antes? NADA! É a mesma coisa das pessoas que ficam em Rede Social achando que sabe mais de Flamengo do que os outros, patrulhando a opinião alheia.

Enganado, o torcedor do Flamengo não está sendo. O recado está sendo dado e claramente: não há dinheiro. SEM DINHEIRO NÃO TEM COMO ARMAR TIME FORTE!

Bora acordar para a realidade e incentivar as pessoas que estão tentando manter a qualidade do Flamengo? Tenho certeza que é por um período e que, depois disso, o Flamengo será mais forte!

\o/

O dia que eu joguei com o Zico.



Fui para o jogo com o Zico, graças a uma promoção que ganhei na página do Facebook dele. Que dia lindo que eu vivi. Foi um daqueles para se juntar ao dia de casamento, dia de formatura, dia de nascimento de filho...

Sabe aquilo que você sempre ouviu do Zico, que ele é acessível, simpático, simples, atencioso? É isso aí. Basta falar que depois que acabou o jogo, um assessor, ao ver a fila que se formou para tirar foto e autógrafo, perguntou para o Zico se queria que restringisse o acesso e ele falou: "restringir para que?"

Zico jogou como coringa, de camisa preta. Eram dois times, o vermelho e o branco e sempre que um ou outro tinha a bola, podia tocar a bola para ele que ele jogava para o ataque, sempre. Eu era do time vermelho, como mostra este de enquadramento perfeito.


Zico foi no vestiário feminino, distribuiu camisa do jogo das estrelas de 2012, agradeceu a presença, foi atencioso, foi fofo e mostrou mesmo o porque merece toda essa energia boa que recebe dos fãs. E merece. Se eu já o amava, admirava e defendia, inagina agora?  Ele é um mito, ele é um extraodinário.

Vesti camisa, calção de jogo, meião e entrei em campo amarradora. Queriam me colocar na lateral direita. Joguei a desculpa que não poderia ser lateral direito sendo canhota, mas se jogassse de lateral, iria perder toda moral para reclamar do Léo Moura. Fiquei na posição do Rafinha, pela esquerda, no ataque. E ó, não fiquei nenhuma vez impedida hein (para os engraçadinhos que vão falar que joguei na banheira!). Corri, tabelei com o Rei e sai de campo extasiada. Dizem as más linguas, as comentaristas de plantão, que meu desempenho foi parecido com o do Ibson.  Protesto veementemente, claro!

Além da delicinha de estar com o Zico, o ídolo maior, teve a presença de amigos queridos que o fizeram ainda mais especial. As pessoas que mais me ajudaram na promoção, que me ajudaram a realizar esse sonho, estavam lá. Mesmo com piadinhas infames, como vocês podem acompanhar no video que o queridaço do Tulio, do blog Ser Flamengo fez, elas fazem a diferença. E que diferença.



Paixão pelo Zico aumentada, certeza de que sou uma abençoada de tê-lo como ídolo e o Flamengo na minha vida. Que felicidade o Flamengo ter como grande ídolo um cara como esse.

Tenho que agradecer o Zico. Ele fez uma marmanja se sentir como uma adolescente vendo um astro de rock internacional (claro que sem os gritinhos) mas com uma grande dierença: dificilmente qualquer outro ídolo terá o carinho que ele teve conosco.

O Maraca não é nosso por Cristina Dissat


O grito das torcidas ainda é Ahh Uhhh o Maraca é nosso, mas isso está longe de ser verdade. De quem ele é? Difícil de responder – ou não – mas que não é nosso, isso temos certeza. Só que isso não se trata de especulação nem comentários e sim de fatos.

Como o lastimável ocorrido neste dia 13 de março. (foto Celso Pupo)


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Como tenho falado há algum tempo, desde dezembro fazíamos solicitações regulares para tentar entrar no estádio, como fizemos ao longo de todo o ano de 2012. Aliás, não só nós, mas centenas de jornalistas. Praticamente todas atendidas.

Cada mês, víamos o passo a passo, assim com todos os veículos de imprensa. Coletivas, visitas da FIFA e do Ministério dos Esportes eram informadas e acompanhadas, sem falar em entradas no estádio aleatórias, já que várias pautas diferentes eram criadas. Sabíamos que em alguns dias, predefinidos, o vai e vem era grande, mas sempre era possível resolvido. Além disso, foi criada a visita guiada que reuniu centenas de torcedores que se inscreviam para entender o que acontecia.

Só que no fim de dezembro, as portas se fecharam.

A alegação, na ocasião, era até procedente. Com o início da etapa referente à nova cobertura, a resposta era sempre a mesma: por questões de segurança ninguém pode entrar no estádio, diziam as assessorias de imprensa. Tive a informação de colegas que ficaram na porta e não conseguiram autorização para entrar. Emails, telefonemas com mais solicitações e nada. Essa proibição começou a gerar dúvidas e especulações. Para ver o que estava acontecendo só de helicóptero, o que não é dos veículos mais comuns de se pegar ali na esquina. Volta e meia era acordada com o barulho de helicópteros sobrevoando o estádio. Sabia que vinha matéria no mesmo dia.

Foi então marcada uma coletiva após a reunião de planejamento da FIFA para a Copa das Confederações, na manhã do dia 13 de março. Presença de diversas autoridades, sendo que o prefeito Eduardo Paes; secretário da casa civil, Regis Fichtner; e o ministro dos esportes, Aldo Rebelo. O ministro e o secretário foram questionados sobre diversos pontos e aproveitei para perguntar porque a imprensa não podia entrar no Maracanã – vejam o vídeo. Regis Fichtner disse que as visitas técnicas da FIFA eram fechadas enquanto o Ministro falou que desconhecia o fato.

No mesmo período do dia, a equipe de jornalismo da TV Globo tinha autorização para entrar. A luz da reportagem da para detectar o período do dia que foi feita. Aliás, em duas etapas porque na que foi ao ar no dia 14 o sol era forte e no Rio, o tempo estava nublado. Na frase de abertura da matéria dizia “a primeira a entrar”. Como assim? Isso não foi uma matéria batalhada só por eles. Esse era um pedido que todos estavam fazendo há, pelo menos, dois meses e meio. Aliás, uma informação que era direito de todos. Qual a explicação para isso?

Quando uma reportagem é obtida graças ao empenho das equipes, que vão a fundo encontrar respostas é louvável e merece todos os elogios. Só que isso é uma vergonha para a imprensa carioca. No meu caso, tenho os pés bem no chão para entender que blogueiros e mídia independente não são levados em conta em vários momentos, mas e os outros colegas? E os que foram barrados na porta de entrada do Maracanã sem autorização para entrar? E isso aconteceu mais de uma vez.

Não consigo encarar isso como uma situação comum. É vergonhoso, grave, sem ética e com outras coisas que nem dá para falar aqui.

Temos o maior respeito por vocês que nos acompanham e não vamos deixar de noticiar mas dentro dos nossos limites. Isso foi o início do Fim de Jogo. Os arredores, o que o torcedor precisa, o que vemos sem que tenhamos que pedir autorização a ninguém. É o nosso olhar do Maracanã, mas agora de outra forma. A sensação dessa situação é difícil de descrever.
O jeito é ver o nosso Maracanã de longe, como na foto. Aliás, esse ponto de observação é cativo e ninguém tira ele de nós. Não precisamos de autorização para ele. Aos colegas que levaram a rasteira, saibam que entendemos o que estão sentindo.

Abaixo, o vídeo com o trecho das duas perguntas que fiz sobre a proibição da entrada da imprensa. Naquela hora…

Afastamento da torcida do Flamengo dos estádios é culpa da TV?

Afastamento da torcida do Flamengo dos estádios é culpa da TV?
Flamengo x Resende Engenhão com pouco público (Foto: Richard Souza)

Lembro-me da final do campeonato de 1992, o titulo que transformou o Flamengo no Primeiro Penta do Brasil. Em 1992, os jogos não eram transmitidos para as cidades onde ocorriam. Era uma forma de garantir o estádio cheio para o jogo. Então, tive que ir para o escritório aonde minha mãe trabalhava, aonde tinha uma antena que passava a Rede Bandeirantes de São Paulo para assistir o jogo ao vivo. Hoje em dia, não se tem mais isso: as tvs abertas e fechadas (tv por assinatura) passam jogos e mais jogos, como se não houvesse amanhã.

Nessa época aí, em 1992, a bilheteria dos jogos era uma das principais fontes de rendas dos clubes e desde então há um migração dessa renda de jogos para o que a televisão paga para os clubes. Quem comemorou o Flamengo ser o clube que a Rede Globo mais dá grana de televisionamento, tem que ter em mente que eles pagam, eles exigem. Eles decidem quais os jogos que vão passar na TV, que tem que ter uma adequação de horário para caber na grade de programação. Não existe mais aquela história de não passar o jogo para a cidade do jogo, porque eles escolheram assim. É mais interessante eles terem a audiência de quem poderia ir ao jogo. Geralmente, o torcedor local é uma audiência garantida do que torcedores de outras cidades. E o que o clube ganha independe de público no estádio. O direito da TV, o dinheiro que entra no clube, é o mesmo.

Aí eu te pergunto: qual é o interesse do Flamengo em levar torcedor para o estádio, se a grana da TV está garantida? Eles fazem a previsão de recebimento com a grana da TV, trabalham com isso e pronto. Para eles, num planejamento anual, não deve fazer diferença rendas de certos jogos no Carioca. E deve ser por isso que, há muito tempo, a torcida do Flamengo vem sendo afastada dos estádios além dos preços são surreais para a familia frequentá-los, tem o conforto da TV para contra-balancear.

É um assunto para discussão, para se pensar e levantar outros aspectos, eu sei.

O que não dá para se conformar é com o afastamento da torcida do Flamengo dos estádios. E não me venham com essa histórinha que é porque é o Engenhão. Não caiam nessa!

Vou repetir: o Flamengo sem a torcida é um Botafogo com passado vitorioso.

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa!

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa!
http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2009/06/f090625_futvarzea2.jpg

Aos poucos, estou deixando de fazer o pré-jogo e o pós-jogo aqui no blog. Eventualmente até teremos, mas não será mais uma obrigatoriedade, como era em outros tempos. Mas não dá para escrever sempre as mesmas coisas, reclamar dos mesmos jogadores. Além de se tornar uma coisa chata para quem lê, acaba-se tendo uma visão errada que tenho marcação com fulano e beltrano. E não é nada disso.  A minha relação com o Flamengo é de curtição e esse espaço é para isso. Então, para ficar falando de jogador que não se esforça e técnico que muda o time do nada, prefiro continuar com a minha energia flamenga. É por isso que no Flamengo Fotos não são postadas fotos de adversários, no Flamengo Videos só entra gols dos outros times nos melhores momentos e noticias de outros times nem se for para falar de algo bom para a gente. É uma linha de atuação, a linha que eu escolhi para o Primeiro Penta.

Embora eu tenha essa "linha" de proteção com o Flamengo, enquanto time e instituição, não dá, mesmo, para colocar um venda nos olhos e achar que, porque há uma diretoria mais preocupada com o clube do que as outras aparentemente, tudo se solucionará. Não solucionará! Essa história do que a bola não entra por acaso não é só para o lado administrativo/financeiro, como muitos preconizam.  A bola não entrará se o elenco for ruim. A bola não entrará se o técnico for incoerente. A bola não entrará se a torcida não jogar junto com o time. A bola não entrará se uma derrota como a de ontem não envergonhar um jogador do Flamengo.

A derrota para o Resende, sob todos os aspectos, foi para envergonhar. Para lamentar. Para emputecer. Para entristecer. E não estou desmerecendo o Resende. Aliás, eles estão de parabéns.  Estou querendo é que o Flamengo não se nivele a um time que perde um jogo em 20 minutos, da forma que foi, dentro de casa. Um time que perde da forma que o Flamengo perdeu,  não pode ser chamado de grande, de gigante. É, simplesmente, um time de várzea.

Não é novidade que o elenco do Flamengo não é o melhor do Brasil. Não temos um lateral direito reserva (e titular só temos pq o técnico o escala), não temos zagueiros decentes, não temos atacantes que nos façam vibrar e a qualidade de alguns jogadores que compõe o elenco é bem questionável.  Embora todos os elencos do futebol brasileiro tenha jogadores de qualidade questionável (e isso nem entro no mérito porque é questão de opinião entre um ou outro jogador), o Flamengo além disso, tem a FALTA DE JOGADORES em algumas posições. Não dá, definitivamente, para ser feliz assim.

Como escrevi no ínicio do Carioca, ele é uma gota de um oceano que teremos no nosso futuro. Quero ganhar até campeonato de cuspe a distância se houver Flamengo na disputa, mas entendo usar  o Carioca  para um bem maior, como preparação para campeonatos mais importantes. O que não dá para assistir o Flamengo sem sangue, sem vontade e sendo superado como um time de várzea. Desculpa, mas é demais para o meu coração que é apaixonado por um gigante.

Uma coisa é curtir o Flamengo. Outra coisa é ter que assistir um time com um time de várzea.

Vale a pena investir no Alex Silva?

Vale a pena investir no Alex Silva?

Eis que o Alex Silva aparece novamente como titular do Flamengo. Depois de ter criticado o clube, tido polêmica com a torcida ter ido para o Cruzeiro e ter se machucado e voltado para o Flamengo, ele parece ser a solução para os problemas de uma zaga que não teve muitos problemas na Taça Guanabara, no primeiro turno do Campeonato Carioca 2013.

Eu não gostei do Wallace. Ele foi mal na sua estreia e foi  inseguro contra o Botafogo. Para colocá-lo no time, Dorival tirou o Renato Santos, que não comprometia na função para colocar o zagueiro contratado do Corinthians jogando ao lado do González, que parece ser titular absoluto.  E agora tira o Wallace para colocar o Alex Silva. 

Alex Silva é um zagueiro alto, que perde bolas que disputa no alto quase sempre. Com mais de 1,90m, ele não pula para cabecear. É lento e há muito tempo não joga de forma eficiente. Enquanto isso, dois zagueiros que estão em forma seguem no banco. Me diga: qual é a diferença entre eles?

Embora tenha gente que defenda que, no início de um turno de carioca, seja a hora de se colocar alguém em ritmo de jogo, eu não consigo entender porque esse alguém tem que ser o Alex Silva.

Sinceramente? Essa nova solução velha não me satisfaz. Enquanto isso, deixamos de ir ao mercado contratar um zagueiro que realmente faça a diferença e melhore nosso elenco.

E o tempo vai passando... e a gente perdendo para formar um bom elenco!

Cuidado com a base do Flamengo

Cuidado com a base do Flamengo

Fiquei sabendo, com uma certa preocupação, que o Flamengo mandou embora alguns ex-jogadores que trabalhavam como olheiros nas categorias de base. Segundo essa reportagem, eles foram avisados por telefone, depois de ser prometido, no ínicio do ano, que eles seriam aproveitados. Mais uma vez, cai na imprensa a maneira pouco agradável que essa diretoria tem dispensado quem presta serviço para o Flamengo.

Esse tipo de coisa não é novidade no clube. Quantas vezes, na gestão Patricia Amorim (e em outras também!), reclamamos da maneira torpe e sem respeito que ídolos foram mandados embora? O expoente foi a forma como o Andrade foi demitido quando era técnico do Flamengo. E essa troca por funcionários, teóricamente, mais eficientes, vai fazendo com que o Flamengo perca a sua identidade. Se está dificil manter a escola do rubro negrismo para essa garotada desta forma, imagina colocando pessoas que não tenham identificação com o Flamengo.

Essa reformulação, feita no futebol de base rubro negro, que envolve troca de olheiros, de treinadores, professores, faz parte da nova filosofia do futebol. Com o futebol na mão de gente nova, é normal que cada qual queria trazer para trabalhar consigo pessoas de confiança. Só espero que a diretoria tenha a sabedoria para não "entregar de bandeja" a base do Flamengo. O aliciamento a jovens valores pode ser facilitado com a participação de profissionais ruins. E o clube pode ser muito prejudicado com esse tipo de ação.

Espero que a diretoria do Flamengo esteja atenta para esse tipo de coisa!


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Fala Nação com Tatyene Mendes




O bate papo da vez é com a rubro negrissima Tatyene Mendes!

Como sempre acontece no Fala Nação, falamos da vida de flamenguista da Tatyene, com jogos inesquecíveis alegres e tristes, Maracanã, Engenhão, movimento Unidos Pelo Flamengo, Patricia Amorim, preço dos ingressos no Engenhão...

Bora assistir?



Siga a Tatyene no Twitter: @tatyene_mendes

A idolatra-ação do dirigente no Flamengo

A idolatra-ação do dirigente no Flamengo

Estamos vivendo, após a saída da Patricia Amorim do Flamengo, uma época estranha. Depois do caos financeiros, administrativo, institucional que ela deixou, o destaque para ações de dirigente são inevitáveis.

É mesmo para enaltecer a nova diretoria do Flamengo, que se mantém no foco, com austeridade financeira que já vem dando resultado com volta de patrocinadores,  salários pagos adiantados e volta de um pouco (por enquanto) da credibilidade no mercado. Os golaços, que antes só víamos dentro do campo, agora estamos vendo fora de campo, com a atuação excelente de dirigentes em prol do Flamengo.

Por causa essa atuação dos dirigentes, há a criação (?) de uma idolatria até então incomum, pelo menos no Flamengo. E como sou da época em que se idolatrava os jogadores, os caras que entravam em campo e portavam o Manto, acho estranhérrimo essa adoração, muitas vezes cega, por alguns dirigentes atuais do Flamengo.

A primeira vez que deparei com isso, de torcedor que acha dirigente o máximo, foi com o João Henrique Areias. Ele foi responsável pela criação da camisa preta do basquete para arrecadar dinheiro para pagar os salários dos jogadores. Desde então, algumas pessoas passaram a querê-lo em toda diretoria do Flamengo, defendendo que ele é o máximo, exemplo, ótimo profissional e passam a divulgar entrevistas, cursos, opiniões, mesmo que não tenha a ver com o Flamengo. Viraram verdadeiros admiradores. E, ultimamente, no Flamengo, vem acontecendo isso com o BAP, o vice presidente de comunicação, que também é presidente da Sky.

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Na véspera da eleição do Flamengo, em novembro, era tanta gente dizendo o quanto ele era bom, de como a visão dele era diferenciada que podia-se até confundir o BAP com o candidato a presidência. E, depois de mais de três meses da eleição, essa idolatria continua. Mas não é só a idolatria que eu acho estranho. É a idolatria + ação desses fãs de dirigentes. É a disposição de brigar, mandar mensagens, patrulhar quem não concorda com os atos da diretoria. É a disposição de manter foto do dirigente no avatar e defender-acusando que dirigente tem razão de manter o preço do ingresso num valor onde, mesmo com o apelo do aniversário do maior ídolo e numa semifinal de turno,  não preenche metade do estádio. É ação para manter o idolatrado num patamar que nenhum outro dirigente foi alçado. É estranho.

Dei dois exemplos recentes dentro do Flamengo mas outros clubes tem como ídolos dirigentes. Não estou dizendo que é certo ou errado, mas acho estranho.

Sou de uma época que a idolatria vinha para quem suava e honrava o Manto dentro de campo e não fora dele.

6 anos de blog!

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Parece ontem que escrevi a primeira postagem desse blog.

Com um formato totalmente diferente do que temos hoje, o "Mais Querido do Brasil", nome antigo do blog, nasceu para eu ter aonde escrever sobre uma grande paixão, o Flamengo. Anos se passaram, o nome do blog mudou por causa da disputa rídicula que o São Paulo quis fazer quando ganhou o seu quinto título brasileiro, em 2007. Se eles eram o Penta Único, o Flamengo é o Primeiro Penta.

Primeiro Penta cresceu, se modificou e hoje tem várias seções sobre o Flamengo para divertir a rubro negrada que gosta de ver e saber coisas sobre o clube!

Vida longa ao Primeiro Penta, que é feito com muito carinho para quem quiser visitar!

\o/

Olha ai a evolução as "logos":
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Obrigada a você que acessa, que comenta e que compartilha nosso conteúdo!

Migonianas: O Humor Politicamente Incorreto dos Estádios








Antes de iniciar este post, um aviso: ele contém alguns palavrões em seu decorrer. Logo o leitor entenderá.
Estava conversando semana passada pelo Twitter com alguns amigos jornalistas e vínhamos lamentando o fim da picardia e do humor nos estádios brasileiros. Como reflexo desta onda de moralismo hipócrita que grassa em nossa sociedade, os estádios hoje em dia vem perdendo este componente de provocação saudável e sadia.
Desde que o mundo é mundo que as torcidas se provocam. Às vezes com bom humor, às vezes resvaalando no preconceito, às vezes com puro humor negro, este jogo de criatividade vindo das arquibancadas era um charme a mais no espetáculo chamado "jogo de futebol".
Evidente que a linha entre a picardia e o preconceito é bem tênue, mas nunca vimos qualquer comportamento realmente ofensivo, como observamos, por exemplo, com as bananas atiradas para jogadores negros na Europa. Ali sim é um comportamento que representa um comportamento de classe: o sujeito não vai para o estádio provocar o time adversário, mas sim para expressar um (duvidoso) sentimento de classe.
Obviamente o estádio de futebol é um microcosmo da sociedade. A partir do momento que o politicamente correto - e a consequente hipocrisia - se tornam dominantes, este microcosmo reflete as mudanças na sociedade e se transforma a fim de ser socialmente "aceito". Aliás, não me parece coincidência este novo conservadorismo vir a reboque do crescimento da influência das seitas neo pentecostais evangélicas na sociedade brasileira.
Além disso estamos assistindo a um fenômeno de "normatização" do torcer por parte de autoridades que, ao que parece, nunca entraram em um estádio de futebol. Não pode beber cerveja, em certos estados não pode levar bandeira, clássicos com torcida única, não pode xingar, não pode pular... Ou seja: muito do encanto se perdeu.
Outro fator pode explicar este fenômeno: a tentativa de elitização do público. Tal como o feito em países como a Inglaterra, busca-se substituir o público mais popular por um de maior poder aquisitivo, que possa consumir mais - e ao mesmo tempo, mais frio. A recém empossada diretoria do Flamengo, por exemplo, é uma que declaradamente está iniciando este processo - neste caso há fatores específicos de classe e uma certa segregação, mas este é tema para outro artigo.
Este "novo público" rentabiliza melhor as novíssimas arenas e é mais "comportado" na forma de torcer, mas traz uma frieza que não coaduna com o espetáculo. Um dos atrativos de um estádio de futebol é a atmosfera que o cerca, e a estratégia de dirigentes esportivos e políticos é acabar com esta em nome de uma duvidosa "rentabilidade" e "segurança".
Basta dizer que na Inglaterra, onde o preço dos ingressos sextuplicou nas últimas duas décadas, ainda existem normas mais rígidas - em certos estádios se levantar para comemorar um gol ou homenagear a mãezinha do árbitro pode implicar em ser convidao a se retirar do recinto. Não vai demorar muito para isso se repetir aqui.
Ou seja, querem transformar o jogo de futebol em uma ópera.
Antes que isso aconteça, quero registrar neste post algumas das musiquinhas mais politicamente incorretas da história. Certo que o Rio de Janeiro é o alvo, porque frequento - hoje, nem tanto - os estádios daqui. Mas o leitor pode colocar sugestões na área de comentários. Divido em dois grupos, as "históricas" ou "gerais" e as específicas para certos acontecimentos.
Históricas e Gerais
Aqui relembro aquelas musiquinhas provocativas que estão na memória afetiva dos torcedores desde cedo.  São coros como "ela, ela, ela, silêncio na favela" para nós rubro negros, o "camisa feia / cheia de cor/ todo viado que eu conheço é tricolor" para os torcedores do Fluminense e coisas correlatas. Ou o "um, dois, três / quatro, cinco, mil / eu quero que o [nome do time] vá pra puta que o pariu" também desde priscas eras, que servia para qualquer equipe. Ainda o "rema, rema, rema, remador", que era outro exemplo.
Recentemente algumas novas provocações destas surgiram direcionadas a diversos times. Duas delas, das mais engraçadas, são direcionadas à torcida do Botafogo:
"Ei, cadê você
Cadê você, Cadê Você
Ihhhhhhh, no maraca eu nunca vi
No engenhão nunca tá lá
Os jogadores todos choram
Não tem torcida pra apoiar
Ei, cadê você
Cadê você, cadê você
Ihhhhhhhh, lá no Maraca eu nunca vi
No engenhão nunca tá lá
Os jogadores todos choram
Não tem torcida pra apoiar!"
Esta (vídeo no alto do post) foi criada pela torcida do Flamengo e depois adotada pelos outros rivais. Ironiza o baixíssimo público das partidas do alvinegro do Engenhão. Outra ironia a uma característica botafoguense (a mania de reclamar de tudo) surgira um ano antes, também da lavra da torcida rubro negra:
"E ninguém cala esse chororo
Chora o presidente,
Chora o time inteiro,
Chora o torcedor...
E ninguém cala esse chororo
Chora o presidente,
Chora o time inteiro,
Chora o torcedor..."
Uma que eu não conhecia e que me foi indicada por alguns tricolores está no ritmo de "La Bamba":
"Eu não sou rubro-negro
Eu não sou rubro-negro
Eu não sou ladrão,
Não sou ladrão, não sou ladrão
Dá-lhe NENSE
Dá-lhe NENSE
Dá-lhe NENSE
Eu não sou vascaíno
Eu não sou vascaíno
Eu não vendo pão,
Não vendo pão,
Não vendo pão,
Dá-lhe NENSE
Dá-lhe NENSE
Dá-lhe NENSE
Eu não sou botafogo,
Eu não sou botafogo,
Eu não sou chorão,
Não sou chorão,
Não sou chorão,
Dá-lhe NENSE
Dá-lhe NENSE
Dá-lhe NENSE"

Para os vascaínos, basta uma frase para tirá-los do sério: "ôôôôôôôôô, vice de novo!"

Específicos
Aqui temos aqueles coros que foram cantados em ocasiões específicas ou direcionados a um jogador em especial. Dentro desta, uma sub categoria: "Humor Negro".
Nesta subcategoria o primeiro registro, que eu me lembre, foi a torcida do Vasco lembrando dos mortos na queda do alambrado do Maracanã em 92. Não me lembro exatamente dos versos, mas fazia esta ironia. 
Em 1994 fomos à forra. No domingo seguinte à morte do jogador Denner haveria um Flamengo e Vasco pela fase final do Estadual, e a torcida do Flamengo, embora tenha aplaudido o jogador, não perdeu a chance de desestabilizar os vascaínos e o outro atacante cruzmaltino, Valdir:
"Ei, você aí, o Dener já morreu / só falta o Valdir"
A outra - que tinha uma segunda parte da qual não me lembro:
"Ô vascaíno porque estás tão triste
mas o que foi que te aconteceu 
foi o Dener que bateu na árvore 
quebrou o pescoço 
e depois morreu"
Todo mundo - eu inclusive - cantou as musiquinhas a todo pulmão. Nosso time era mais fraco, mas aquela foi a única derrota vascaína naquele campeonato que eles conquistaram. Guerra psicológica, caro leitor...
Outra nesta linha foi quando o jogador Edmundo - que respondia a processo por ter se envolvido em acidente de trânsito, com três mortes - retornou ao Vasco em 1999. Na decisão da Taça Guanabara daquele ano seu nome foi anunciado e ocorreu algo absolutamente espontâneo da gente (eu também estava no estádio): a torcida do Vasco cantou "Ah, é Edmundo!" e a resposta veio na lata, calando o outro lado:
"Ah, é assassino! Ah, é assassino!"
Isso virou uma marca a acompanhar o polêmico jogador em todos os estádios do Brasil.
A série "personagens", obviamente, abre com o ex-Presidente do Vasco Eurico Miranda, "homenageado" mais uma vez pelos rubro negros após os dois vices campeonatos mundiais:
"VTNC Eurico
VTNC Eurico
Sou campeão do mundo
Você não conseguiu
E o Vasco foi para a puta que o pariu!"
Antes disso os vascaínos ironizaram o time do centenário rubro negro com uma paródia - engraçada, admito - de um comercial da hoje finada cia aérea Varig:
"Pior ataque do mundo, pior ataque do mundo / para um pouquinho, perde um golzinho / pior ataque do mundo".
O então goleiro do Flamengo Júlio Cesar também foi "homenageado" pela torcida do Fluminense com uma paródia em referência ao fato dele ter se casado com a ex-namorada do jogador Ronaldo Fenômeno:
"O Julio Cesar, cumequié
O Ronaldinho já comeu a sua mulher"
Posteriormente o próprio Ronaldo, jogando no Corínthians, foi novamente provocado pelos tricolores, em uma paródia engraçadíssima aludindo ao episódio onde ele foi pego com três travestis:
"Boi, boi, boi
boi da cara preta
pega o Ronaldo
que tem medo de buceta"
Um pouco antes, em 2007, a torcida rubro negra, matreira, se utilizou de dois jogadores - um deles supostamente homossexual - para desestabilizar o time são paulino campeão com apenas 16 gols sofridos em 38 jogos:
"E no São Paulo só tem viado
O Aloisio come o Richarlyssonnnnn..."
Deu certo na ocasião: Flamengo 1 a 0 quebrando 18 jogos de invencibilidade da equipe paulista.
Também são comuns as provocações envolvendo rivais que foram para a segunda ou terceira divisão. Aliás, neste 2013 os corintianos podem ressuscitar cântico de 2003, quando Palmeiras e Mancha Verde estavam na segundona respectivamente no futebol e no samba: 

"porra, que legal / segunda divisão / futebol e carnaval!"
Retomando o argumento do início do post, vale lembrar que a recente prisão do goleiro Bruno - que está sendo julgado nesta semana - não gerou músicas de arquibancada (que eu saiba) fazendop sarcasmo com o fato. Sem dúvida é um sintoma bastante evidente do fenômeno que aponto no início deste artigo.
Lembrei aqui alguns episódios, mas o leitor pode e deve utilizar a área de comentários com outras provocações que tenham me passado despercebidas. São tempo que, infelizmente, talvez não vejamos mais nos estádios brasileiros - a ordem é todo mundo ficar quietinho, sentado em seus lugares. Que fique claro que não sou contra a setorização dos estádios a fim de atrair diversos tipos de público - voltarei ao tema.
Mas está se matando a cultura dos estádios.