#Zicoday


Lembro-me perfeitamente da final de 1987. Eu tinha 9 anos, faltavam alguns dias de completar 10 anos.  No domingo do jogo, desci para "bater o paredão" com a camisa 10 do Zico. ( Bater o paredão significava jogar tênis contra a parede). Era a camisa branca, com o numero 10 em vermelho nas costas.  Desci mas a hora não passava. Como esse paredão ficava no meio da passagem do meu prédio, as pessoas voltando da praia me alertava que já era hora do almoço. Subi para comer e minha mãe, rubro negra, me incentivou a fazer desenhos para incentivar o Flamengo no jogo que eu veria de tarde. E assim eu fui criada vendo os jogos do Flamengo. 

Chegou um determinado momento que eu disse que não conseguia mais desenhar, porque eu estava nervosa. Mamãe riu, passou a mão na minha cabeça e falou: " Fique tranquila. Temos o Zico."

Meu pai, tricolor, sacaneou, fazendo alusão ao penalti que ele perdera um ano antes, mas minha mãe se manteve firme. "Não liga pra ele. Errar é humano, mas o craque faz a diferença. Ganharemos hoje." Desde aquele dia, sempre é o meu prazer, ve-lo brilhar. 

E assim o Zico fez parte não só da minha infância como faz parte hoje da minha vida.  Orgulho danado de tê-lo como ídolo da minha Nação. Além do mais, ele é eterno.  Como  o meu amor pelo Flamengo é.  

Ou você não teria um desgosto profundo se faltasse um Zico no mundo?

Obrigada Zico. Muito obrigada mesmo!

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