Acha que Flamengo é só uma marca? Sabe de nada, inocente!


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Flamengão está na final do Carioca, em dois jogos que o Flamengo fez a coisa ficar fácil. A seriedade com que os jogadores entraram em campo nas duas partidas me deu uma certa esperança, que contra Emelec, não haverá nenhum mole. Porque se houver...

Mole esse que o Flamengo anda dando no preço dos ingressos do Carioca. Embora seja um assunto recorrente, não há como não comentar o quanto um ingresso a R$ 80,00, ainda mais num jogo como no confronto que estava praticamente resolvido, incomoda. E ainda deixaram a prática dos 50% de desconto para sócio-torcedor, o que encareceu o valor para aqueles que não precisam ir ao estádio para ajudar o Flamengo.

Deve ter alguma conta, algum motivo para esse tipo de prática tirando, claro, o boicote a Federação Carioca de Futebol. Como os caras que estão no Flamengo são ninjas na calculadora científica, com certeza, eles calcularam que, com um público de 4 a 6 mil pagantes por jogo, dá para o Flamengo não ficar no prejuízo. Deve estar seguindo o conselho do presidente da Federação e contando com a grana do título do campeonato para somar a essa situação e mostrar (?) que o Carioca não foi tão deficitário assim. Ou então está usando o artífício de mascarar borderô incluindo a cota de televisionamento. Ou chegaram a uma fórmula que, com a incidência de sócio-torcedores que vão ao estádio mais os torcedores ocasionais que deve ficar numa faixa que eles também devem saber qual é, sabem que 5 mil pagando um ticket médio de R$ 40,00 é melhor que 10 mil pagando um ticket médio de R$ 20,00. A minha esperança é que haja tal fórmula e que ela justifique esse boicote a torcida do Flamengo.

Sim, para mim, há algum tempo, esses preços ridículos passaram a ser um boicote a torcida do Flamengo. Saca aquela frase do "tá no inferno, abraça o capeta"? Então, se o campeonato carioca é deficitário, por que não abraçar o prejuizo trazendo a torcida para o lado do time? Se é deficitário e terá prejuízo mesmo (e é isso que o Flamengo mostra quando joga culpa do preço de ingresso em valor mínimo estipulado pela Federação ou nos gastos que o Maracanã proporciona, por exemplo), por que não dar oportunidade a uma turma que não pode ($$$$) ir ao Maracanã na boa, em final, de curtir o Flamengo com o que ele tem de melhor, que é o time em campo?

Flamengo está se transformando num time que a torcida só vai na boa. Saca São Paulino que só vai em jogo a partir de oitavas de final de Libertadores? Pois é... De repente estão tão obcecados em transformar o Flamengo num produto vendável, como o próprio São Paulo foi exemplo disso há um tempo, que estão esquecendo que o Flamengo é mais do que uma marca: é uma paixão.

SE for isso, sabem nada de Flamengo. Quem faz um Flamengo de lounge, de camarote, nunca pisou na arquibancada e se ajoelhou depois de um gol sofrido, que a bola temia não entrar. Quem não tem a sensibilidade de perceber que o time do Flamengo TEM QUE jogar para TODOS os seus torcedores, independente da partida que seja, não vai entender o timing de se postar fotos e mensagens em perfis oficiais do clube. Uma coisa leva a outra e, como o Flamengo não é apenas uma marca, não há profissional bem sucedido que faça um bom trabalho de comunicação (e inclui aí preço de ingresso porque é uma forma do clube se comunicar com a torcida) quando não entende que o oba-oba que envolve, sempre, o Flamengo não é consequência de nada. É a causa. É por causa do oba-oba que o Flamengo é o que é. E esse oba-oba não é provocado por quem frequenta lounges e camarotes.

Quantos pais você conhece que tentaram passar o vicio de tomar Coca-Cola para filha, a ensinar filha a comprar só carros Peugeot ou só abrir conta na Caixa Econômica? Agora, quantos pais que você conhece repete essa cena abaixo?



Ah, o amor pelo Flamengo... Saudações!

De olho no Emelec, sem esquecer do Cabofriense!

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Semana de decisão no Campeonato Carioca e de preparação de jogo decisivo da Copa Libertadores. Embora muita gente desdenhe do campeonato carioca e ache que o interessante é só Libertadores, penso de forma diferente. Por que a gente tem que escolher um dos campeonatos se podemos ter os dois? Tirando alguma contusão, você acha mesmo que jogador, em início de temporada não da para fazer dois jogos por semana? (e no caso do Flamengo, nem esses dois tem jogador que anda fazendo!)

Não tem que largar o Carioca por causa da Libertadores. E não estou dizendo que não tem que haver prioridade. É claro, óbvio e evidente que a prioridade é a Libertadores para qualquer rubro-negro que sonhe com o bi-mundial. A história do Carioca que tem ele todo ano e cada vez mais é menos valorizado pesa nessa balança. Sou uma das pessoas que adorava o Carioca na Gávea as 16h, onde tínhamos o Flamengo mais perto do que no Maracanã. Felizmente ou infelizmente, esse sentimento ainda carrego comigo mesmo tendo plena consciência de que o formato é falido, desinteressante e que em ano de Libertadores ele não é prioridade.

Mas por que não é prioridade, ele tem que ser jogado a qualquer jeito? Os jogadores podem entrar de "salto alto", achando que vencerão o Cabofriense de qualquer jeito?  A responsabilidade de vitória do Flamengo é bem maior. Se fosse um clássico regional, a responsanbilidade estaria dividida.

Portanto, nada de salto alto, nada de desprezar semifinal de Campeonato Carioca e achar que não vale nada. Ou você gostará de ver o Fluminense igualando o Flamengo em número de título? Ou você gostará de ver o Vasco ganhando um campeonato 12 anos depois? Não para nenhuma das duas perguntas, né?!

É claro que estou de olho no dia 2, na partida contra o Emelec, mas não porque estou de olho no dia 2 que não estarei de olho nos jogos contra o Cabofriense, que o antecede.

Vamos fazer o placar no primeiro jogo para que não precisemos, sob hipótese alguma, escalar os "titulares". Façamos o trabalho limpo, que limpo e descansados estaremos contra o Emelec.

Vamos para cima deles, Mengooooo!

Foi épico: somos campeões da América!

Foi épico: somos campeões da América!
flamengo x pinheiros FINAL FOUR BASQUETE   (Foto: André Durão)

Sabe um dia para entrar para a história de um clube, de um time, na vida de uma pessoa? Pois bem, esse dia foi ontem. Para o pessoal que acompanha o basquete do Flamengo, aqueles que vão em jogo no Tijuca numa terça-feira a noite, foi épico. Para mi que acompanha de longe, foi épico. Para os jogadores, foi épico. Para os caras que construíram esse time e comandam o basquete do Flamengo foi épico. Então, claro, não tem outra palavra para descrever esse título do Flamengo: foi épico.

Foi épico porque a torcida jogou como sempre e os jogadores como nunca. Foi épico porque tivemos um adversário que tinha um americano usando e abusando da nossa maior arma em muitas vezes, que era a bola de três ponntos. Foi épico porque, nos momentos cruciais do jogo, tivemos jogadores decisivos. Foi épico porque ganhamos de uma forma incontestável, aquele tipo de vitória que temos que bater no peito e se orgulhar de ser rubro-negro.

Mantivemos, quase sempre, a frente no placar. O Flamengo fez um primeiro quarto exemplar e, mesmo não jogando tanta bola no segundo quarto, terminamos o primeiro tempo em vantagem. Porém, sempre que o Pinheiros apertou, tivemos um jogador que fez toda a diferença:  Marcelinho. No primeiro tempo, depois de uma série de bola que não caia do Flamengo e o Pinheiros passou no placar, ele fez 5 pontos seguidos (uma bola de três, todo desequilibrado) e uma bola de dois, numa retomada de contra-ataque. E no segundo tempo, quando parecia que o jogo iria para os minutos com todo aquele perrengue peculiar do basquete, ele acertou uma bola de três quase que improvável, se não se tratasse do Marcelinho, um cara de 38 anos que mostra que essa idade faz brilhar os craques do Flamengo. Marcelinho, aos 38 anos, foi campeão das Américas assim como Júnior foi campeão fazendo do Flamengo o Primeiro Penta.

Para decretar nossa vitória, ou, pelo menos, diminuir a força da reação do Pinheiros, um lance emblemático, de um cara que entende a importância da torcida do Flamengo: numa jogada espetacular, Marquinhos enterrou uma bola com uma vibração tão grande que duvido que tenha ficado alguém sentado no Maracanãzinho até o fim do jogo. Com a torcida inflamada e alguns pontos na frente no placar (confesso que não sei se eram 4 ou 5 pontos), o Pinheiros não teve força para reação e a competência do time do Flamengo manteve o placar a nosso favor.

Foi lindo, como qualquer conquista do Flamengo é. Foi recheada com os melhores ingredientes, onde a raça, o amor e a paixão se misturaram na arquibancada e na quadra.

O próximo passo é a conquista do mundo, já que com a vitória de ontem o Flamengo se credenciou a jogar com o vencedor da Euroliga para a disputa do título mundial de clubes de Basquete. E depois de ontem, quem duvidará que a conquista do Mundial é logo ali?

Saudações e parabéns, mulambos. Vamos comemorar!

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Uma unanimidade chamada Carlos Eduardo

Uma unanimidade chamada Carlos Eduardo


Sem querer ser chata com frases feitas, entendo que toda regra tem sua exceção. Logo, a unanimidade em cima do Carlos Eduardo não é burra. E não é só inteligente, é paciente pra caramba.

Ele nunca mais escapará de ser citado como exemplo de contratação a não se fazer pelo Flamengo. Ele não escapará mais de servir como exemplo como jogador que demora muito para se recuperar de uma cirurgia, como jogador que não quer nada com o trabalho e que, mesmo com um melhores departamentos de Fisiologia do Brasil, não conseguiu entrar em forma.  Numa das únicas vezes que o Flamengo seguiu a cartilha de dar tempo ao tempo para a recuperação de um jogador, o jogador não correspondeu. E virou a unanimidade rubro-negra: ninguém mais quer Carlos Eduardo no Flamengo.

Não estou discutindo (e nem acho que é o caso) a qualidade técnica dele, muito menos o fato dele não ser o camisa 10 que pensavam que ele era. Sinceramente, isso é o menos importante. Nem vou discutir a importância que ele teve no fim do ano passado, em alguns jogos da Copa do Brasil. Sim, o jogo lerdo do Carlos Eduardo ajudou aquele meio campo do Flamengo a parar de levar gols de contra-ataque e cadenciou a velocidade de Paulinho e cia.

Porém, a forma como ele vem se comportando é inacreditável. Não precisa acompanhar o dia a dia de treinamentos do Flamengo para ver que o empenho nos treinos deve ser igual dos jogos. Para muitos, a forma física dele, para um jogador de futebol profissional, não é a ideal.

Depois da atuação contra o Bolivar, que parece ter sido a última chance que teve antes de ser devolvido para o time russo, ele virou a unanimidade. Até a minha pessoa, que tem uma paciência bem maior do que muito do que muito torcedor, já não aguenta mais ver esse tipo de jogador, descompromissado e achando que joga mais do que vem jogando, no Flamengo. E olha que nem estou tocando no assunto salário, que é o mais irrita desde sempre os cornetas de plantão.

A seriedade que a torcida do Flamengo exige não foi entendida pelo Carlos Eduardo e é devido a isso que ele se tornou uma unanimidade. Ou voce conhece alguém que queira a renovação do empréstimo dele junto aos russos?

A turma do "eu falei" está em festa. Comemorem!

A turma do "eu falei" está em festa. Comemorem!
http://www.94fm.com.br/geracao/wp-content/uploads/2013/06/bla-bla1.jpgFlamengo voltou da Bolivia com uma derrota que entristece qualquer rubro-negro, desde o mais otimista até o mais pessimista. Simplesmente porque foi uma derrota aliada a falta de coragem. E o resultado de coisas na vida causada pela falta de coragem deixa o gosto amargo que entristece. Esse entristecimento, que pode muito bem gerar um emputecimento coletivo é o que comanda essa quinta-feira pós-jogo do Flamengo contra o Bolivar. 

Menos, claro, para aqueles que já sabiam que o Flamengo ia perder. Afinal de contas, só deveria ter entristecimento quem tem expectativa sobre algo. Se a pessoa já está com o nível de expectativa baixo, não há porque ter tristeza, logo posso considerar que o bla bla bla é apenas fundo de pano para aquela velha história do "eu falei". Ou não? 

Mas eu duvido que a turma do "eu falei" tenha sequer imaginado que o gol viria numa falha de um dos jogadores mais regulares do Flamengo no ano. Duvido que  tenham imaginado que a programação do Flamengo para o jogo, subindo horas antes da partida foi mais eficaz do que ficar sei lá quantos dias na época do Luxemburgo e Ronaldinho. Duvido que tenham imaginado que o Flamengo pudesse ter saído da Bolivia com uma vitória.

Comemorem porque esse mesmo grupo e não faz muito tempo, já trouxe a turma do "eu falei" para o lado de cá da força, daqueles que acreditam na vitória do Flamengo, seja aonde for. Comemorem porque essa capa de ser o advinhão, a pessoa que entende mais do que os outros, que não deixa a paixão enganar, vai caber até o jogo contra o Emelec. Porque, se o Flamengo ganhar, a parada do "eu falei" vai por água abaixo. E, claro, irei adorar... kkkkkkkkkkkkk

A vitória não veio, a falta de sangue de alguns jogadores endossam a turma do "eu falei" mas, já que a classificação não é impossível, estarei torcendo e acreditando que podemos ter um sorte melhor nessa Libertadores.

Que venha logo o Emelec e que os próprios jogadores possam provar a músiquinha mais blergh que ouvi na arquibancada nos últimos tempos no Maracanã: isso aqui é Flamengo.

Saudações!


Mulambos com auto-estima elevada!

Mulambos com auto-estima elevada!
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Não é um mar de tranquilidade, mas eu estou adorando essa nova fase do Flamengo, um clube mais responsável com o que faz e com o que representa.  Estou adorando ler matéria que clube campeão da Libertadores estudou o que o Flamengo fez com a receita para adotar um modelo semelhante. Estou adorando ler que as dividas trabalhistas foram reduzidas, pagas e que há uma organização num setor que é um dos calcanhar de aquiles do clube, que é o setor jurídico. Estou adorando ver que isso tudo se reflete em campo, com jogadores cumprindo o seu papel, com disposição e representando bem o Mengão.

A minha auto-estima rubro-negra está em alta. Nada de ficar cabisbaixa porque o clube tinha salário atrasado, a luz era cortada ou jogador (ou ex) falava de dividas e bla bla bla. Hoje em dia, a história é outra. E nesse processo, todos são importantes.

Não há como negar que a gestão atual, com a responsabilidade prometida em outrora tem um boa parcela nesse processo da elevação da auto-estima rubro-negra. O resgate da imagem do Flamengo em várias esferas ainda vai trazer muitos benefícios.

Não posso deixar de creditar a algumas pessoas que passaram uma parte disso, justamente porque mostraram como as pessoas NÃO PODEM se portar em muitos assuntos. Os exemplos que não foram bacanas são muitos, infelizmente. Tantos que, mesmo após algum tempo, continuam fazendo mal ao presente do Flamengo. E nada de nominar um ou outro. Não tenha a inocência, nem a cara de pau de xingar apenas o último grupo que passou pela direção do Flamengo. O buraco é mais embaixo, infelizmente.

Na base de tudo, que tem a possibilidade de ser cada vez mais forte, estão os rubro-negros que acreditaram que o Flamengo poderia ser maior do que já era, que a grandeza do Flamengo não tem limite. A mulambada que contribui, que se preocupa, que discute e que colabora, inclusive com sócio-torcedor e outras formas, está de parabéns. E tenho certeza, com a auto-estima elevada.

O abecedário rubro-negro

O abecedário rubro-negro
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Como a organização inacreditável do Carioca não antecipou o jogo do Flamengo, que já é campeão da Taça Guanabara, para não atrasar a programação da viagem da Libertadores, o Flamengo mandará para campo um time chamado de "C, incorporando de vez o abecedário vermelho e preto em 2014.

O uso do time C se faz necessário porque os titulares e os reservas viajarão para a Bolívia. E quem está nesse time C do Flamengo? Olha aí: Luan, Digão, Fernando, Frauches e Jorge; Leo Henrique, Márcio Araújo, Mattheus e Rodolfo; Igor Sartori e Nixon.

É bem provável que o Luiz Antonio entre, mesmo que não tenha treinado com esse time. Bem provável que, se você levar esse jogo na seriedade que ele não merece, embora seja o Flamengo em campo, você se estresse e xingue muuuuuito alguns jogadores que entrarão em campo. A primeira etapa do Carioca foi cumprida e diga-se de passagem, com louvor. Fomos campeões com duas rodadas de antecedência e não utilizando o time titular em todo o  campeonato. Tá de parabéns. 

Confesso que estou com os olhos na quarta-feira. Com a vitória que virá, iremos afastar essa zica de imprensa que Libertadores não é para o Flamengo e que contagia torcedor. Nada mais blergh do que falar em desclassificação na metade do caminho, quando o Flamengo está em segundo do grupo, se classificando para a outra fase, inclusive.

Portanto, não leve o Carioca como se fosse a Libertadores. Descanse o seu coração, observe o time que entrará em campo e tente relaxar vendo um jogo do Flamengo. Talvez seja uma das únicas oportunidades esse ano que você poderá fazer isso!

Saudações!

Uma noite para o João Paulo não esquecer. JAMAIS!

Uma noite para o João Paulo não esquecer. JAMAIS!
 Flamengo tropeça no Bolívar no Maracanã (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

A escalação no time titular caiu no colo do João Paulo. Com André Santos vetado na véspera do jogo, ele faria a sua estreia na Libertadores dentro de casa. Cheguei a pensar: vai ser a noite do cara, ele vai arrebentar. E ele arrebentou, o time!

Nem me refiro só ao gol. Acho que, inclusive, ele não é o único culpado daquele lance. Ele não poderia estar na área sozinho com um atacante adversário, com o Flamengo ganhando o jogo dentro de casa. Eu me refiro a completa inoperância na defesa e no ataque, no medo de se arriscar, na prepotência de bater uma falta que a torcida inteira pedia para que outro jogador batesse e o pior: da falta de tesão em campo. Tenho sérias dúvidas se ele suou no jogo. Sérias.

Depois da atuação ridícula, o que eu desejo é que ele nunca mais se esqueça do 12 de março de 2014. Que fique marcado na sua vida como exemplo de como nunca mais se portar em campo. Que os mais novos tomem como exemplo. Que sirva de reflexão, de ponto de partida para uma nova Era.

Dizem, por aí, que quando a oportunidade aparece, devemos aproveitá-la da melhor fora possível. Coma pífia atuação de ontem, João Paulo não está aproveitando a oportunidade dele.

Eu gritei NÂO e mandei o fair play para ponte que partiu!

Eu gritei NÂO e mandei o fair play para ponte que partiu!


Maracanã, quarta-feira, Libertadores, jogo tenso. Arquibancada, calor, emoção, apreensão e muita muita vontade de empurrar o time do Flamengo. A torcida, aquela que vai para arquibancada e se realiza ali sabe o quanto isso é importante. Não importa o que os outros digam, nosso grito, nossas palmas, nosso pulo faz a diferença.

No jogo contra o Bolivar, não podemos reclamar da falta de vontade dos jogadores. Podemos reclamar das falhas individuais, do juiz fanfarrão, da bola que não entrou mas não da falta de vontade. Lutaram, correram, mas o resultado não veio. Jogamos contra o um time que além de achar os dois gols, teve a permissividade do juiz (assim como quase todos os times tem) de retardar o quanto pôde o jogo, principalmente depois do empate de 2x2.

Desculpa, mas tão nojento quanto a solada no adversário de propósito, não lance ocasional de jogo, é o retardo do jogo. É o cai cai. É o goleiro atrasando para bater o tiro de meta. É o jogador cair na área de defesa, o goleiro jogar a bola para lateral e dois minutos depois (e esses minutos nunca são acrescidos no final) ainda ter a posse da bola. Esse tipo de coisa, que rouba mais tempo do que cobrança de falta cometida durante o jogo não é uma forma de "atravessar" o fair play. 

Fui uma das milhares de vozes que gritou não na segunda bola que o Flamengo não devolveu para o time boliviano. O jogador simplesmente caiu, a bola foi para a lateral e quando ia entrar maca (e ele teria que ficar fora do jogo), ele se levantou. Tão de praxe que o Flamengo, ao devolver a bola, teria sido o bobo da história. Você gosta de ser o bobo da história?  E para não deixar a emoção de torcedora falar mais alto, foi procurar a definição do que seria esse tal de fair play.

Quando eu li "O conceito de fair play está vinculado à ética no meio esportivo, onde os praticantes devem procurar jogar de maneira que não prejudiquem o adversário de forma proposital.", tive ainda mais certeza do NÃAAO que eu falei ontem. O cai cai é uma forma de prejudicar o adversário e não pode estar vinculado a ética.

Mas a grande questão que ficou é: a ética está acima de todas as coisas ou você só tem que ser ético com quem é ético com você? A sua resposta para a pergunta, se referindo nao só ao futebol como a qualquer fato da sua vida, vai responder se estou certa ou errada em ter gritado NÃAAAAAO.

E aí, você gritou NÃAAO?

Paciência é a palavra da vez com o Mugni

Paciência é a palavra da vez com o Mugni
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Já escrevi sobre o risco de perdermos bons jogadores no Flamengo devido a impaciência e/ou ansiedade da torcida de ter um novo Zico. Foi assim com tantos que acho que nem vale a pena mencionar. A bola da vez parece ser o argentino Mugni.

Sempre que, entre amigos, exponho minha opinião sobre o argentino, lembro da época que mudei do Rio para Natal. Cidade nova, trabalho novo e toda uma rotina que tinha que ser adaptada a uma cidade que, embora já conhecesse, era muito diferente da que eu estava acostumada. Se precisei de um tempo para adaptação, numa cidade do mesmo país, com o mesmo idioma e já conhecendo a  cidade, imagina um estrangeiro no Rio de Janeiro, com idioma diferente, que entrou em campo num time com jogadores que já jogavam juntos antes, num futebol com o ritmo diferente do que ele estava acostumado.

Está na hora de parar de achar que todo estrangeiro que chega (aconteceu isso com o Bottinelli e outros) vai "comer" a bola no primeiro momento e será a solução dos nossos problemas. Não será. Se fosse, outros clubes já teriam chegado na frente do Flamengo na contratação dele. Isso não significa que o cara seja ruim e que não jogará nada até o fim do seu contrato. Mas está claro que ele precisará de tempo para adaptação e a nossa (me incluo nessa) ansiedade pode atrapalhar o desenvolvimento do futebol do Mugni.

Isso não é uma crítica a quem cobra mais futebol dele. A cobrança, a irritação devido ao mau desempenho e etc é um direito do torcedor e cada um sabe a melhor forma de expressar nisso. Mas confesso que toda vez que vou criticá-lo,  penso que é necessário um período de adaptação em qualquer lugar que se chega e isso pode estar prejudicando o desenvolvimento do futebol dele.

O Mugni não é mais um rostinho bonito no futebol. Eu acredito no desenvolvimento desse futebol, que poderá ajudar muito o Flamengo em 2014.

Vamos ver até quando terei paciência com ele. :)


Clubes x Federação: Reage, Campeonato Carioca!

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Mais uma nota oficial foi emitida pelo Clube de Regatas do Flamengo. Desta vez, foi para fazer observações sobre a conduta (?) e falar sobre o posicionamento de Flamengo, Vasco e Fluminense em relação a Federação Carioca de Futebol. Se entendi bem, aquilo lá que foi escrito (e diz respeito a esse posicionamento sobre várias questões), se não for cumprido, não sofrerá nenhuma sanção por parte dos clubes em relação à Federação.

O campeonato carioca vem acabando aos poucos. Sem atrativos, com preços de ingressos indecentes, times preferindo competições paralelas, torcedor cada vez mais afastado do estádio (o preço do ingresso não é o único motivo) e fórmula de disputa ridícula, não me surpreendeu o Flamengo não ter taça de campeão e para dar a volta olímpica.

Poderia falar do prejuízo financeiro que os times grandes vem levando, da declaração infeliz do presidente da federação dizendo que basta vencer o campeonato para não ter prejuízo, do quanto o campeonato está nivelado tecnicamente por baixo, da indecência de ingresso a R$ 80,00 mas pouparei você. Isso já foi tão debatido, tão discutido que dá até preguiça de escrever.

Porém, parece que esses três clubes resolveram acordar. A nota oficial emitida pelo Flamengo e que tem a "assinatura" de Fluminense e Vasco me parece o ínicio de uma longa batalha que virá para tentar a reestruturação do Campeonato Carioca. De um lado, os três clubes. Do outro lado, a Federação Carioca. Eles precisam um do outro e tem que chegar, o quanto antes, a um acordo que satisfaça os dois lados.

Tomara que esteja chegando ao fim a história da Federação negociar sozinha com a TV, ter taxa de "administração" acima do que a própria Federação Paulista tem dentre outras coisas.  

A falta de comemoração dos jogadores do Flamengo contra o Botafogo, a falta de Taça e o próprio público do jogo devem servir não só de alerta mas como de exemplo para demonstrar o quanto o Campeonato Carioca está defasado e sendo disputado de uma forma errada.  Ou você acha normal um campeão não comemorar um título?

Torço para o Campeonato Carioca reagir. Para se tornar, novamente, interessante para clubes e torcida. Afinal de contas, somos o REI do RIO e esse reinado tem que continuar.