A sobrevivência do treinador e a pressão nos diretores






Estou indo na contra-mão da maioria dos torcedores rubro-negros. Enquanto eles falam que o Flamengo não tem esquema tático e criticam o técnico por isso e pela forma como ele fala do time, principalmente em entrevistas pós-jogos, eu acho que o Flamengo tem esquema tático e que técnico não deve expôr time e jogadores para imprensa, ainda mais após derrota. Mas isso não significa que esteja satisfeita com o que o Flamengo anda apresentando em campo. Nem eu, nem a grande maioria da torcida está.  O Flamengo de 2014 é o Flamengo do Brasileiro de 2013 sem motivação, sem pernas, sem tesão. E com um agravante: o elenco montado para 2014 não veio com as lições que 2013 escancarou.

O ano de 2013 mostrou que trazer jogador com idade mais avançada, experiente, que se arrasta em outros times e que é barrado no Grêmio, não ´vai dar certo no Flamengo. André Santos, mesmo com a sua eficiência habitual em cruzamentos, é (foi) o exemplo clássico disso. O que o Flamengo fez? Foi no Gremio e trouxe outro jogador experiente, o Elano.

O ano de 2013 demonstrou que insistir muito na contratação de um jogador pode  diminuir o tempo para contratar outros. Flamengo insistiu no Sheik, Sheik usou o Mengão para renovar com o Corinthians e o que o Flamengo fez em 2014? Insistiu no Elias, até o último momento. Se fechou para as alternativas e viu o tempo passar, assim como as opções para reforçar a equipe.

As lições não aprendidas estão custando caro ao Flamengo, tanto que Jayme pena para montar um time decente. Vou nem comentar o banco. Na terceira rodada de um campeonato, já temos times montados com improvisação, com André Santos no meio de campo porque não há jogador para desempenhar a função que o Jayme quer (parecida com a que Carlos Eduardo desempenhava ano passado). Jogadores no departamento médico, carência em várias posições do elenco e torcedor ainda quer que Jayme tenha variação tática para que o time surpreenda adversário. Variação tática com que jogador? No treino de hoje, ele treinou essa variação. Quem entrou em campo foi o Nixon.

E isso não é só o Jayme, qualquer treinador que chegar hoje ao Flamengo vai ter essa dificuldade. Para mim, Jayme não sai. E, até onde puderem, Wallim e Pelaipe segurarão o treinador. Simplesmente porque, se demitirem Jayme pelo desempenho recente, terão que passar por uma avaliação criteriosa por ter colocado no Flamengo para o Jayme trabalhar um material ruim, que não rende mesmo o Flamengo com uma folha alta de salários (e inclui aí as parcelas de jogadores que já saíram do Flamengo mas que estão sendo pagos, dispensados por eles, não pelo Jayme).

A pressão em cima do Flamengo está enorme. A troca de treinador é, sempre, o caminho mais fácil para aliviar a pressão em cima de um grupo. Mas, desta vez, é o caminho mais fácil para colocar pressão em cima dos diretores de futebol.

Saudações!



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