Impossível descrever.










E nada de conseguir dormir... Fui deitar por volta de 1 hora da manhã e até as 2 e 30, não me lembro de ter conseguido pregar o olho 1 minuto sequer. Isso aconteceu de sábado para domingo. Um domingo que particularmente para mim, seria a realização de um sonho. Passava na minha mente um filme, um filme com partes boas e ruins. Lembrei de todas as vezes que fui ao Maracanã esse ano, lembrei de quando fui à Recife, nos Aflitos, lembrei do sol na cara, da chuva...

Até que chegou o tal dia, o tal domingo. Acordei já tenso, e saí da casa da patroa por volta de 10 horas da manhã e o clima de FLAMENGO já era absurdo, como ela mora na Tijuca, pude perceber que ao redor do Maracanã, tudo era VERMELHO e PRETO. Era impressionante, todos juntos, unidos em busca de um só objetivo, o TÍTULO. Brancos, Pretos, Pardos, Índios, Muçulmanos, Judeus, Palestinos, todos com um MANTO SAGRADO cobrindo o corpo, e todos JUNTOS, UNIDOS! E foi com esse espírito de união, que um NEGÃO, conseguiu ir mais além, foi mais longe do que 5 brasileiros, inúmeros cariocas, Copa Libertadores, Campeonato Mundial, ele foi mais pra lá, ele foi ser HEXA! o PRIMEIRO TREINADOR NEGRO A SER CAMPEÃO BRASILEIRO. Mais um recorde Rubro-Negro.

Mas voltando ao jogo, fui para o estádio por volta de 1 hora da tarde, a confusão era geral, um caos ao redor do MAIOR ESTÁDIO DO MUNDO, e pela primeira vez em 15 anos de Maracanã, entrei pelo lado dos rivais, fui pelo esqueleto, pela rampa da UERJ, era o lado mais tranquilo para adentrar ao MARACA. Subi, não comi o tradicional cachorro quente, mas fui para meu lugar. Para coroar ainda mais o dia, pude assistir Adílio, Julio Cesar "Uri Geller" e Cia. Fazendo a preliminar. Aí veio a tensão, nada de começar o jogo, até que chega a hora, a hora dos guerreiros entrarem em campo.

Antes de nós, o time do Grêmio apareceu, e a MAIOR TORCIDA DO MUNDO, grita GRÊMIO, GRÊMIO, GRÊMIO... Sem dúvidas os jovens jogadores do Tricolor Gaúcho, nunca mais sentirão nada parecido.

Chegou a nossa hora, uma chuva de papel picado e papel higiênico, tomaram conta da torcida, ao embalo de DA-LE DA-LE DA-LE O, MENGÃO DO MEU CORAÇÃO... Os gladiadores apareceram, batiam bola no gramado, e os fiéis não paravam de cantar um só segundo.

Até que a bola rola, e o time do grêmio vem pra cima, completamente o oposto do que a imprensa plantou a semana toda. Pouco me importa se eles estavam com time reserva, nossa obrigação é sempre vencer, vencer, vencer.

Logo eles abriram o placar, por segundo o MARACA se calou, e o INTER ganhava, o SÃO PAULO ganhava e o título escorria de nossas mãos. Até que o zagueiro reserva apareceu e PIMBA! GOL! Empatamos na RAÇA porque no futebol estava difícil. Pet, Adriano e Zé roberto, esqueceram o que sabem lá em Teresópolis e o próprio Andrade tinha consciência disso.

Fim do primeiro tempo.

Voltamos como deveríamos ser desde o começo, apertando o tricolor gaúcho, sem deixar eles respirarem, até que nossa angústia teve fim. Uma bola cruzada pelo sérvio e o Ronaldo Angelim, manda pras redes. Gol dele, do mais HUMILDE e SIMPLES jogador Rubro-Negro. O MARACA explode de alegria, confesso que não me contive em chorar um só minuto.

Fim de jogo.

As lágrimas rolam sem parar, o coração ameaça dar um piripaque, mas sou HEXA, sou GUERREIRO, sou RUBRO-NEGRO.


FLAMENGO É MAIOR QUE TUDO E QUE TODOS.

MUITO OBRIGADO FLAMENGO. HOJE EU SEI QUAL É O GOSTO DE SER O MELHOR TIME BRASILEIRO.

Um abraço,

Ronaldo Souto.

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