O que menos importa!




Espero que depois do último fim de semana, no qual o jogo do Flamengo contra o Palmeiras ficou cancelado até 17 minutos antes do horário de seu início, tenha acabado, de vez, a dúvida sobre o que realmente importa e o que não importa em época de pandemia e futebol.

Espero que tenha ficado claro que não há santo nessa questão. Especificamente nesse caso, com cada um puxando a corda para o seu lado, tantas máscaras caíram que ficou até feio.

Independente da sua opinião sobre o caso, ficou comprovado que o que menos importa é a saúde. Saúde de jogadores e trabalhadores que lidam com o futebol ou, especificamente, com o jogo em questão.

O Palmeiras não se preocupou com a saúde dos seus jogadores e dos jogadores do Flamengo quando se posicionou contrário ao cancelamento da partida. Mesmo com o técnico dele dizendo, um mês antes, que se um time tivesse 10,12 jogadores, seria justo o cancelamento do jogo. Preciso dizer quantos doentes o Flamengo tinha?  O Palmeiras tentou ganhar a vantagem de enfrentar um Flamengo enfraquecido, cheio de sub-20, inclusive seu goleiro. O goleiro foi o melhor em campo, o sub-20 mostrou porque é campeão brasileiro e só não saímos com a vitória por detalhes.

A dupla CBF/Globo, que precisa dar andamento ao campeonato também não está preocupada com a saúde nem de jogadores nem de funcionários. Sem opção de outro jogo para exibir no horário nobre do futebol, domingo às 16h, os seus funcionários foram ao ataque ao Flamengo e seus dirigentes em redes sociais, com opiniões dignas de print eterno, pra se jogar na cara em várias situações futuras, tenho certeza.

O Flamengo enfraquecido fora de campo saiu fortalecido de campo, com uma atuação digna de aplausos. A postura e a atitude que tivemos foi para orgulhar o torcedor, que não pode deixar o Flamengo, clube e instituição, sozinho na trincheira. Mesmo que haja deslizes fora de campo é preciso entender que o Flamengo é mais forte quando a torcida está ao seu lado. Esquece dirigente, é o Flamengo.

Ainda passaremos alguns dias sem os jogadores, que continuam infectados com o COVID 19. Vamos ver como o time reagirá e como será o nosso desempenho nos campeonatos que disputamos.

Porém, desde já, qualquer que seja o problema, tenha em mente que tem UMA COISA QUE NÃO IMPORTA TANTO pra essa gente que lida com o futebol brasileiro: a saúde.

Saudações!

Uma única lamentação!




Escaparam de uma goleada que poderia ser história. Essa é a única lamentação do Fla x Flu vencido pelo Flamengo no Campeonato Brasileiro de 2020. Com um primeiro tempo primoroso, com muitos toques de bola, ultrapassagem de laterais, defesa muito bem postada, Gerson e Thiago Maia ditando o ritmo do jogo, eu tenho certeza que o Flamengo animou até o mais pessimista torcedor.

Os gols de Filipe Luis e Gabigol vieram de rebatidas do goleiro mas temos que ressaltar como estavam no momento certo, no lugar certo. Há quem acredite em coincidência. Como não acredito, os dois estão de parabéns pelo oportunismo.

O time fez o melhor tempo sob o domínio do Domenec. Com a entrada do Diego no meio de campo no lugar de um atacante, ele dominou o Fluminense de uma tal forma que muitos falaram que o Fluminense não jogou. Vai por mim, não foi nada disso. Embora seja cada vez maior o "estranho fenômeno" de que os times que jogam mal quando enfrentam o Flamengo, o Flamengo conseguiu desenvolver o seu jogo anulando o que o Fluminense tinha de bom. Isso não é o Fluminense jogar mal. É o Flamengo que jogou bem demais.  Ou você acredita que foi coincidência o Nenê não ter espaço pra dar o passe final (ou chegar mais perto da área) ou o Michel Araujo conduzindo a bola igual a um desesperado atrás de alguém pra tocar a bola? Por favor, né! 

No segundo tempo, apesar de controlarmos bem o jogo, perdemos muitas chances de gol e é por isso que a minha lamentação na primeira frase deste post. De lembrança, tem 2 do Arrascaeta, 1 do Gabigol, fora as bolas que pecamos na assistência.



O Flamengo tem o mesmo número de pontos do líder do campeonato, que ainda joga na rodada. Aos poucos, além de encontrar uma forma bacana de jogar, com os jogadores entendendo a proposta e melhorando no preparo físico, vamos somando pontos que serão importantes lá pra fevereiro de 2021.

Nosso próximo adversário é o Ceará, pelo Brasileiro. É manter a pegada e continuar a evolução.

Saudações!

Mudança de Costume!


Eu vou tentar. Prometo, desde já, a insistir, até me acostumar com um time a cada jogo. Embora continue achando que vai chegar um momento que o Domenec vai entender que Pedro tá voando, Michael não pode começar um jogo como titular ainda mais com Pedro Rocha tendo uma performance melhor e Thaigo Maia tem que jogar, vou tentar me acostumar com esse rodízio. 

Sejamos francos, ele pode trabalhar desse jeito. O Flamengo tem elenco pra isso. Quando a coisa apertar na frequência dos jogos, não é só o gramado do Maracanã que vai sofrer: os outros times também sofrerão. Estou me apegando nisso pra mudar o costume do conceito de "time titular".

Falando em costume, o jogo contra o Fortaleza trouxe um velho costume que temos que repetir sempre no Brasileiro: vitória em casa. Mesmo com aquele pasto que se transformou o gramado do Maracanã e parece prejudicar mesmo o andamento do jogo do Flamengo, a primorosa jogada de Matheuzinho e Gabigol no final do jogo adicionou mais 3 pontos na tabela. O outro gol nosso foi marcado pelo craque só time, Everton Ribeiro. Eles descontaram com um gol de pênalti, bem marcado pelo juiz.  

Sobre a atuação, o time começou o jogo bem mas não teve o ímpeto de manter a rotação alta. Não sei se culpa do gramado ou do preparo físico, tive a impressão que o time diminuiu o ritmo jogando de forma protocolar. Confesso que sinto falta daquele "macete" que o time do Jesus tinha de acelerar o jogo nos últimos minutos de cada tempo pra pegar adversário mais cansado. Muitos gols de 2019 saíram nesse período do jogo.

Individualmente, Gustavo Henrique teve uma boa atuação, Matheusinho entrou bem e Arão dominou o meio de campo. Não gostei no Michael. 

O Flamengo vem somando pontos e confesso que isso me traz uma tranquilidade em relação ao trabalho do Domenec, principalmente para quebrar esse paradigma de time titular fixo. Como é um ano que acontece (aconteceu/acontecerá) o que a gente não tinha (tem) costume, vou insistir para olhar esse processo com uma visão diferente. 

Insista também. 

Saudações!