Errar é humano. Persistir no erro é Muralha.


Eu já perdi as contas. Não sei mais quantos jogos o Flamengo perdeu pontos ou posição por falhas do Muralha. Desde grandes falhas a falhas pequenas. Desde gols em jogos que ganhamos a jogos nos quais perdemos. Você tem noção do que é isso?

Depois do jogo contra o Santos, em que o Flamengo perdeu por 2x1 com duas falhas grotescas do goleiro, o resto de paciencia que se tinha com o goleiro acabou. Mesmo a pessoa que vos fala, que acha que jogador de futebol foi feito para ter redenção.

Os erros do Muralha nos custaram muito em 2017. E olha que ele não foi o goleiro titular em toda temporada. De cabeça, lembro do gol do Atletico PR na Libertadores que ele estava mal posicionado, contra o Sport, que deu a bola no pé do atacante, o gol na semifinal da Primeira Liga, que mandou abrir e tomou um gol do meio da rua (na cobrança de penalti também foi um fiasco), as cobranças de penaltis na final da Copa do Brasil que fez graça e pulou apenas para um lado, os gols contra o Santos.

A impressão que dá é que se o Flamengo não fosse tão paternalista, o Muralha já não teria entrado em campo pelo time há muito tempo. O primeiro gol contra o Santos foi para se colocar muita coisa em dúvida, inclusive a competência de quem dirige o futebol do Flamengo.

Na quinta-feira, teremos a segunda partida da semifinal da Copa Sul Americana. A dúvida é continuar com um goleiro prepotente que não enxerga a sua péssima fase e falha seguidamente ou colocar um goleiro que não joga há dois anos.

A frase do titulo do post não é a toa. A fase do Muralha não é a toa. A falta de opção para substituí-lo não é a toa.  Não é a toa que chegamos na última rodada do Brasileiro sem, ao menos, se classificar para a Libertadores.

Saudações!

Das coisas que não consigo entender no futebol do Flamengo!



Dia desses, o Tulio do Blog Ser Flamengo publicou uma entrevista com o diretor de futebol do Primeiro Penta, o título de 92. E embora esse blog tenha o seu nome por causa desse título, eu nunca tinha visto uma entrevista com o Vinicius França, o diretor de futebol desse tipo e do carioca de 91.

Eu não farei um paralelo entre o que tínhamos naquela época e o que temos outros porque são duas épocas diferentes, com características diferentes. E acredito que há certas comparações que são covardia, mesmo sabendo que a grande maioria concordaria comigo. Porém, não dá para ignorar o momento que o Flamengo está passando no futebol. Não dá!

Há algumas coisas no gerenciamento do futebol do Flamengo que não consigo entender. Como as entrevistas de quem está lá são proforma (diferente da época que citei no primeiro paragrafo), inclusive o momento da divulgação, além de não conseguir entender o que se passa e como as coisas são feitas, a impressão é sempre a pior possível. Impressão é aquela coisa meio covarde, de você não ter a certeza. O departamento de futebol de hoje nos dá o benefício (???) da impressão.

Não consigo entender a presença do CEO em ônibus de jogador indo para a Ilha do Urubu. Não consigo entender a renovação automática de contrato de jogador que está longe de ser destaque em campo. Não consigo entender divulgação de entrevista de gerente de futebol um dia antes de jogo decisivo de campeonato sul americano contra rival regional. Não consigo entender obsessão por vagas e não por títulos. Não consigo entender discurso de conformismo.

Observem que nem entrei em campo. Porque se entrasse, a lista de coisas que  não consigo entender aumentariam. Exponencialmente.

Das coisas que eu não consigo entender, a que mais me assusta é o discurso de que "uma hora encaixa" numa unidade dita profissional, com gente sendo (muito) bem remunerada. Óbvio que uma hora vai encaixar. Resta saber o que e se o caminho para acontecer isso condiz com a história do Flamengo. Por enquanto, o caminho para esse encaixe está longe disso. E isso não precisa ser expert em futebol para entender.

Saudações!


Livre de vírus. www.avast.com.