Obina entra, marca, e Fla bate o Bota

Obina entra, marca, e Fla bate o Bota


Em um jogo cheio de emoção para rubro-negros e alvinegros, o Flamengo venceu o Botafogo por 1 a 0 neste domingo, no Maracanã, e largou na frente pelo título do Campeonato Carioca. Obina, em um dos seus primeiros lances em campo, fez o gol e se transformou no herói do dia. As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo, dia 4 de maio, e o Fla vai com a vantagem do empate.

A semana será de preparação intensa de treinos para o Botafogo, enquanto o Flamengo viaja para o México, onde, na quarta, enfrenta o América-MEX, pela Libertadores.


 Começo de jogo bem nervoso

A partida começou tensa, com os dois times sem se arriscar muito. Aos dois minutos, Túlio Souza fez falta dura em Toró e levou o cartão amarelo. Pouco depois, o volante alvinegro fez outra falta, agora em Juan. Preocupado com uma possível expulsão, Cuca colocou Eduardo logo no início do jogo. O primeiro lance de emoção aconteceu aos quatro minutos. Cristian fez falta em Wellington Paulista perto do bico esquerdo da área, e, na cobrança, Lucio Flavio cobrou com categoria e exigiu que Bruno se esticasse para fazer a defesa.

André Durão
Toró e Diguinho em dividida na partida
Com mais volume de jogo, os rubro-negros apostaram nas subidas de Juan pela esquerda para chegar ao ataque. Mas foi pela direita que o Fla conseguiu sua primeira chance de marcar. Aos 26, Leo Moura encontrou Souza nas costas da defesa, o camisa 9 bateu forte cruzado, mas Renan conseguiu fazer uma bela defesa. A resposta alvinegra veio dois minutos depois: Zé Carlos tocou para Fábio dentro da área, o atacante girou e chutou, mas Leo Moura, no meio do caminho, impediu que a bola chegasse ao gol de Bruno.
Os jogadores de Flamengo e Botafogo cometeram muitas faltas, e o jogo ficou truncado. Aparentando nervosismo, os atletas abusaram das reclamações com o árbitro. A última emoção da primeira etapa foi num ataque em alta velocidade do Flamengo. Aos 43, Toró fez um ótimo lançamento para Marcinho na direita, o atacante invadiu a área e chutou cruzado. Renan espalmou mal, mas Souza não conseguiu chegar a tempo de empurrar a bola para dentro.


 Segundo tempo começa forte e incendeia as torcidas

Empurrado pela torcida, os rubro-negros voltaram do vestiário dispostos a abrir o placar e quase o fizeram antes do segundo minuto. Marcinho fez jogada de linha de fundo pela direita e cruzou para o meio da área. De esquerda, Souza pegou de primeira da entrada da pequena área e Renan fez uma defesa espetacular, salvando o Bota. Refeito do susto, o time da estrela solitária respondeu à altura. Aos cinco minutos, Diguinho chegou livre à ponta direita e cruzou para Wellington Paulista, que subiu mais do que a zaga e, de cabeça, mandou rente ao travessão de Bruno. Antes, o time ainda teve um gol anulado. Zé Carlos pegou um rebote da defesa e mandou para o fundo das redes, mas estava em posição de impedimento.

André Durão
Obina se atira e marca o gol da vitória do Flamengo sobre o Botafogo
Em uma das suas especialidades, a bola parada, o Botafogo arrancou o grito de "Uhhh" dos seus torcedores. Aos 18, da meia esquerda, Lucio Flavio levantou a bola na área, a zaga parou e Fábio desviou de cabeça antes de Bruno chegar no lance. A bola passou por cima do gol. O jogo ficou aberto e, aos 21, Marcinho, da entrada da área, chutou forte no canto; Renan fez outra boa defesa. O goleiro, que teve a escalação contestada por ter falhado no jogo anterior, mostrava personalidade e fez uma ótima partida.
Aos 28, a melhor chance do Bota. Eduardo fez boa jogada pela esquerda, deixou Leo Moura para trás, entrou na área, chutou e acertou o travessão do Flamengo. Com o Fla sendo dominado, o técnico Joel Santana mexeu no time (Obina no lugar de Ibson) e avançou a equipe. Aos 35, a mexida deu certo, para delírio dos flamenguistas, que foram grande maioria no Maracanã. Do campo de defesa, Leo Moura fez grande lançamento para Tardelli na direita. O atacante, em velocidade, chutou para o meio da área e Obina, que havia entrado há pouco, deu um carrinho e fez o gol: 1 a 0.
O Bota ainda teve uma chance de marcar em uma falta cobrada por Lucio Flavio da entrada da área, mas a bola bateu na barreira e o placar permaneceu inalterado. Fim de partida, e vantagem mínima do Fla. Domingo que vem tem mais Maracanã lotada e emoção dentro de campo.

Final de Semana de decisão

Final de Semana de decisão

Final de semana de decisão. Excepcional, diga por sinal. Teremos de ir pra cima, aproveitar a falta do Goleiro mascarado dele e do marrentinho Jorge Henrique.

Temos que ir pra cima porque somos Flamengo. Porque decisão nosso Mengão cresce sempre. Porque final não tem pra ninguem. Por final é pro Mengão e todos os felizardos que o acompanham comemorar.

Pra cima deles.

Vamos Flamengo, Vamos ser campeões vamos Flamengo!

Fla empata série e vislumbra título inédito

Fla empata série e vislumbra título inédito

Mais uma vez, Fla pára o Corrientes no Maracanãzinho e força o 5º jogo

Embalado pela torcida que compareceu ao Maracanãzinho, o Flamengo empatou a série da final da Liga Sul-Americana em 2 a 2 e forçou o último jogo, que será realizado na próxima semana, na Argentina. Nesta quarta-feira, o Rubro-Negro contou com um inspirado Duda Machado em bolas de três pontos e enterradas e aplicou 86 a 79 em cima do Regatas Corrientes.

- Foi um jogaço. A torcida colocou pressão desde o início, o que me embalou. O primeiro jogo da final foi atípico, mas agora o Flamengo está focado e fará uma boa partida. Ficaremos com o título - diz o armador Duda, cestinha da partida com 28 pontos, sete roubadas de bola e seis assisteências.

Após a boa vitória na última terça-feira, também no ginásio do Maracanãzinho, o Flamengo entrou em quadra sabendo que precisava da vitória para seguir vivo na Liga. E foi para o tudo ou nada contra os adversários, conseguindo empatar em 2 a 2 a final. As duas vitórias dos argentinos foram em casa.

No jogo de estréia, o Flamengo foi derrotado, armou uma confusão em quadra e viu Marcelinho Machado ser expulso. No duelo seguinte, o time deu sinais de que faria 1 a 1 na série, mas cedeu a vitória ao adversário.

- Ver o meu irmão arrebentando em quadra e a torcida empolgada é um sentimento que tem toda uma nação atrás. Parece um jogo de seleção. No final, os argentinos deram uma provocada, disseram que vai ser diferente lá, mas a gente tem condição de vencer - acredita Marcelinho Machado.

 

 Marcação cerrada em Marcelinho Machado

No primeiro quarto, devido ao bom rendimento do armador na partida de ontem, Marcelinho Machado começou muito marcado pelos rivais, o que impediu que o Flamengo abrisse vantagem no placar. O armador, que no primeiro jogo no ginásio do Maracanãzinho marcou 44 pontos, só pontuou em arremessos livres. Hélio foi o melhor da equipe carioca, com sete pontos. Em um período equilibrado, o Flamengo conseguiu ficar na frente por 25 a 22.

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No vestiário, pedi para os jogadores aproveitarem os espaços. Duda, Hélio e Alírio conseguiram jogar por ali. Ganhamos na base da confiança
Paulo Chupeta, técnico do Flamengo
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A vantagem que era de apenas três pontos no término do primeiro quarto, logo subiu para 10 no início do segundo período. Com Marcelinho armando bem as jogadas, o Fla conseguiu pontuar e, com o cronômetro apontando seis minutos para o fim, o placar marcava 34 a 24.

Duda Machado, irmão do jogador mais experiente do Rubro-Negro, foi fundamental para a vantagem da equipe carioca. Com arremessos certeiros de três pontos e belas enterradas, ele deu margem no placar, além de levar os torcedores que estão no Maracanãzinho à loucura. O Regatas Corrientes insistiu na marcação em Marcelinho, deixando Duda fazer a festa em quadra (14 pontos no período) e fechar o segundo quarto em 46 a 35.

 

 Marcelinho no banco, Duda em quadra

Dando continuidade ao fantástico segundo quarto, quando marcou 14 pontos de bolas de três e enterradas, Duda Machado inicou o terceiro período acertando, logo de cara, mais um arremesso de fora do garrafão. A vantagem do Flamengo ficou em 49 a 35. O Regatas Corrientes, vendo o adversário abrir no placar, arriscou de três, o que permitia o rebote e o contra-ataque do Rubro-Negro.

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Parece um jogo de seleção. No final, os argentinos deram uma provocada, disseram que vai ser diferente lá, mas a gente tem condição de vencer
Marcelinho Machado, armador do Flamengo
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Sentindo que o jogo estava todo para o lado do Flamengo, o técnico argentino pediu tempo faltando um pouco mais de três minutos para o término do período. Enquanto os argentinos buscavam alternativas para cessar o ritmo dos cariocas, os gritos nas arquibancadas do Maracanãzinho ecoavam sem parar. Na volta à quadra, a partida ficou truncada. Faltas para o Flamengo, e falta para o Regatas Corrientes. No entanto, com boa vantagem no placar, o Rubro-Negro soube administrar mesmo sem Marcelinho, que só entrou nos segundos finais. O Fla finalizou o terceiro quarto em 66 a 53.

 

 Nome do jogo, Duda sai apludido de quadra

O ritmo do Flamengo não diminuiu no último quarto, pelo contrário. Duda continuou pontuando de fora do garrafão e seu irmão, Marcelinho, deu continuidade às eficientes armações das jogadas, que foram fundamentais para o descontrole dos adversários em quadra.


A torcida colocou pressão desde o início, o que me embalou. O primeiro jogo da final foi atípico, mas agora o Flamengo está focado e fará uma boa partida. Ficaremos com o título
Duda, cestinha da partida

Faltando 22 segundos para o término do jogo, o Regatas Corrientes começou a criar confusão em quadra. Os jogadores partiram para cima de Marcelinho, que, diferente do primeiro jogo da final, quando foi expulso, não deu idéia às provocações dos argentinos. Vendo o desespero do Corrientes, o torcedores cantaram e balançaram ainda mais as bandeiras do Flamengo. Assim, a equipe carioca garantiu a vitória por 86 a 79, empatou a série da final em 2 a 2 e vai decidir o título da Liga Sul-Americana na Argentina.

- Ontem o time jogou muito no coletivo, mas o Marcelinho desequilibrou. Hoje, ele estava muito marcado. No vestiário, pedi para os jogadores aproveitarem os espaços. Duda, Hélio e Alírio conseguiram jogar por ali. Ganhamos na base da confiança - explica o técnico Paulo Chupeta.